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Obras em casa na pandemia: renovação de zonas técnicas, cozinhas e casas de banho lideram pedidos

Rede de franchising MELOM e Querido Mudei a Casa Obras recebeu 19.653 pedidos ao longo do ano de 2020.

MELOM e QMACO
MELOM e QMACO
Autor: Redação

A renovação de zonas técnicas, cozinhas e casas de banho foram as obras em casa mais requisitadas pelos portugueses em 2020, ano marcado pelo aparecimento da pandemia da Covid-19. A rede de franchising MELOM e Querido Mudei a Casa Obras (QMACO), líder no setor das obras residenciais em Portugal, recebeu 19.653 pedidos ao longo do ano para este tipo de serviços.

A rede de franchising revela, em comunicado, que terminou o ano de 2020 com uma faturação de 30,5 milhões euros, menos 0,3% face a 2019, o que se pode explicar com a crise pandémica. “Ainda assim, foi elevado o volume de pedidos de obra de ambas as insígnias”, lê-se no documento. 

“A zona norte foi a que liderou os indicadores, com crescimento de 6,1% nos pedidos de obras (8.992), 8,7% nas adjudicações (1.506) e 7,4% na faturação (9,7 milhões de euros), face a 2019”, lê-se na nota enviada às redações.

De referir ainda que a remodelação geral mantém-se no topo das preferências no que diz respeito ao tipo de obra mais solicitado, com as marcas a registarem, no ano passado, 428 pedidos, principalmente para a renovação de cozinhas e casas de banho, áreas de maior desgaste e que requerem mais manutenção, mas também trabalhos de caixilharia, pinturas e telhados. 

Os restantes tipos de obra que fecham o top 5 dos mais requeridos em 2020 foram os das pequenas intervenções (pintura, bricolage e instalações, canalização e pavimentos). 

O valor médio de obra para pequenas intervenções foi 3.363 euros e o valor médio de obra para grandes intervenções fixou-se nos 15.348 euros, explicam as marcas.

No ano passado, abriram 52 novas unidades em território nacional, sendo 20 novas unidades MELOM e 32 da insígnia QMACO. O concelho de Lisboa foi o que mais cresceu, passando a ter 10 novos franchisados.

Para João Range, diretor-geral da MELOM, “o ano de 2020 começou da melhor forma para a MELOM e QMACO”, mas devido à “pandemia houve um ligeiro abrandamento da atividade do mercado a partir da segunda quinzena de março”. “Ainda assim, o contexto veio permitir aos portugueses um olhar profundo às necessidades das habitações, com a casa a ganhar uma maior importância neste período e as pessoas a perceberam o quão decisivo e diferenciador pode ser ter espaços melhorados e adequados à realidade em que vivemos”, acrescentou, adiantando que, “apesar do contexto atual, as projeções para 2021 são animadoras”.