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Viver no interior: residentes no estrangeiro podem ter ajudas diretas para mudar-se

Governo alargou o programa de apoio à mobilidade e paga a quem venha do exterior trabalhar para o interior do país.

Casas no Douro
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Autor: Lusa

As pessoas residentes em países estrangeiros, que decidam mudar-se para o interior de Portugal para viver e trabalhar, vão poder aceder à medida Emprego Interior MAIS - Mobilidade Apoiada, anunciou o Governo.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), lembra que, ao abrigo desta medida, "é atribuído um apoio financeiro direto de até 4.827 euros a quem se muda do litoral para o interior de Portugal para trabalhar".

Teletrabalho
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Teletrabalho ajuda Portugal a posicionar-se como destino

"No caso dos cidadãos residentes em países estrangeiros, a mudança passará a poder ser feita diretamente do exterior para estes territórios do interior", lê-se no comunicado.

Citada na nota, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, diz ser "fundamental criar condições para fixar jovens no interior".

"Com este alargamento, damos um importante passo para o posicionamento internacional de Portugal como um destino a partir do qual se pode trabalhar para qualquer ponto do mundo", refere a governante.

Mais qualidade de vida e conciliação familiar no interior

Também citada no comunicado, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, assinala que a pandemia da Covid-19 "mostrou a muitos cidadãos e empresas que, trabalhando a partir do interior, se consegue maior qualidade de vida e uma mais fácil conjugação entre vida familiar e vida profissional".

Conciliação familiar
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"Alargar estes apoios a cidadãos estrangeiros é mais uma forma de contribuir para a atratividade e competitividade destes territórios", argumenta.

No texto, o MTSSS recorda que a medida Emprego Interior MAIS - Mobilidade Apoiada está disponível há cerca de um ano, desde agosto de 2020, tendo sido já recebidas 560 candidaturas, "que correspondem a 980 pessoas (incluindo os elementos do agregado familiar dos candidatos)".

Os distritos de onde se escapa mais gente e para onde

Segundo os dados mais recentes divulgados, "a maior parte das candidaturas" - dois terços do total, 66% - está associada a processos de mobilidade com origem nos distritos de Lisboa (38%), Porto (17%) e Setúbal (11%).

Os distritos de destino, são, de acordo com a mesma informação, Castelo Branco (20%), Évora (9%), Guarda (9%), Bragança (8%) e Portalegre (8%).

Outros dados revelam que mais de dois terços (68%) dos candidatos ao programa de apoio "mudaram-se para o interior para trabalhar por conta de outrem, 26% criaram o seu próprio emprego e 6% criaram empresas".

"Os distritos de destino com maior proporção de candidatos que criaram o próprio emprego são Braga (43%), Bragança (37%), Vila Real (32%) e Viseu (32%). Já os distritos de destino com maior criação de empresas são Aveiro (33%), Setúbal (19%), Faro (15%) e Viana do Castelo (13%)", assinala o Governo.

Ainda segundo a nota, a maioria dos candidatos com processos aprovados (52%) "tem menos de 34 anos" e, no total, 63% dos candidatos com processo de mobilidade para o interior têm o ensino superior.

Estudantes universitários
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Qual o apoio financeiro que se recebe para trocar o litoral pelo interior?

Sobre o apoio financeiro, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social frisa que, no total, "o apoio pode ascender a 4.827 euros".

"O apoio financeiro direto a conceder a quem se mudar para o interior é de 2.633 euros, a que acresce uma majoração de 20% por cada elemento do agregado familiar (até ao limite de 1.316 euros). É ainda comparticipado o custo de transportes de bens, até ao limite de 878 euros", sustenta.

De acordo com o Governo, a medida Emprego Interior MAIS -- que tem financiamento assegurado por fundos europeus - integra o programa Trabalhar no Interior, "que é dinamizado por várias áreas governativas e coordenado pela área da Coesão Territorial".