Foi lançada uma nova plataforma que irá ajudar refugiados a encontrar habitação em Portugal, com contratos de arrendamento mínimos de um ano. Chama-se A_REDE e nasceu de uma inciativa conjunta entre o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) e da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), tendo sido financiada através do projeto aprovado pela FAMI (Fundo Asilo, Migração e Integração).
“Tendo em conta as dificuldades de acesso ao mercado imobiliário privado por parte de pessoas refugiadas, A_REDE, plataforma online, tem como missão criar as condições necessárias para que os refugiados possam recomeçar os seus projetos de vida em Portugal. Cumprindo o seu papel de “ponte” entre as famílias e todas as pessoas que queiram fazer parte do acolhimento e inclusão dos refugiados, esta iniciativa visa reforçar a capacidade de mobilização da sociedade em prol da inclusão de refugiados no território nacional”, lê-se na nota de imprensa.
Como vai funcionar a A_REDE?
A_REDE pretende colocar as famílias refugiadas em contacto com pessoas que tenham casas para arrendar a preços acessíveis. Através desta plataforma digital, os interessados em fazer parte desta rede podem fornecer, mediante preenchimento de um formulário online, as características dos imóveis e outros espaços que tenham disponíveis, bem como as condições de arrendamento.
Qualquer pessoa pode fazer parte deste projeto, segundo explica o comunicado. “Basta recorrer à sua própria rede de contactos para encontrar um senhorio que queira fazer parte da solução, sendo que o objetivo principal é a celebração de contratos de arrendamento com duração mínima de 1 ano, entre famílias refugiadas e senhorios, com o apoio do JRS”, refere o documento.
“O acesso à habitação é um desafio que afeta todos, indiscriminadamente, em Portugal. No entanto, para as pessoas refugiadas, as dificuldades são acrescidas. Este projeto vem, precisamente, convidar os senhorios a colocarem-se na sua pele e o impacto que poderão ter na vida de quem foi forçado a deixar tudo para trás. Estamos a falar de pessoas que não têm amigos ou familiares em Portugal que as ajudem a superar as exigências do mercado de arrendamento privado”, explica André Costa Jorge, Diretor do JRS Portugal e Coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados.
“Para as pessoas refugiadas, uma casa significa muito mais do que quatro meras paredes: representa uma oportunidade de um novo começo e a estabilidade que tanto anseiam alcançar, depois de tudo o que passaram nos países de origem e de todas as atrocidades que enfrentaram na travessia. Precisamos da ajuda de todos, especialmente dos senhorios, para que as pessoas refugiadas possam concretizar os seus projetos de vida em Portugal e encontrarem a felicidade que tanto procuram”, acrescenta.
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