A Câmara Municipal de Cascais vai pagar 30,2 milhões de euros por 32 terrenos localizados perto da Quinta da Marinha, uma das zonas mais caras e nobres do concelho. O município exerceu o direito de preferência na aquisição destes imóveis quando o dono pretendia vendê-los a duas empresas ligadas a cidadãos da Venezuela: a Country Ways, SA e à Logical Syntony.
Segundo o Correio da Manhã, a autarquia aprovou, dia 20 de janeiro de 2026, a contratação de um empréstimo bancário para a compra dos imóveis. Os terrenos em causa têm uma área total de 434,6 metros quadrados (m2) e situam-se na zona da Aldeia de Juso, Birre e Areia.
A câmara liderada por Nuno Piteira Lopes, escreve a publicação, garantiu o negócio após ter interposto, em novembro de 2025, uma providência cautelar contra o dono dos terrenos, o fundo de investimento Lusofundo, por este não ter reconhecido o direito de preferência da autarquia. O município alegou que cumpriu o prazo legal para o exercício desse direito, ao contrário do que invocou o fundo. E na sequência da providência cautelar as duas empresas interessadas nos terrenos desistiram do negócio.
O objetivo da autarquia é proteger a mancha verde nessa zona, pretendendo instalar um parque urbano de grande dimensão e construir, numa área limitada, edifícios de habitação destinados a renda acessível.
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