O terceiro trimestre de 2025 registou um reforço do crescimento no mercado imobiliário residencial global, impulsionado pela descida das taxas de juro. Neste contexto, Portugal destacou-se como um dos mercados mais dinâmicos, alcançando mesmo o terceiro lugar mundial em termos de crescimento nominal dos preços da habitação, com uma subida anual de 17,7%.
De acordo com o ‘Global House Price Index’, relatório quadrimestral da Knight Frank, da qual a portuguesa Quintela + Penalva é associada, o crescimento médio global dos 55 mercados internacionais analisados atingiu 2,4% em termos nominais, o valor mais alto desde o primeiro semestre de 2024.
Num grupo maioritariamente europeu, em que sete dos oito mercados com crescimentos nominais superiores a 10% se localizam no antigo continente, Portugal destaca-se entre os primeiros classificados, surgindo apenas atrás da Turquia e da Macedónia do Norte. Em termos reais, isto é, ajustados à inflação, o país obteve um crescimento de 14,9%, em contraste com a média global que, devido à persistência de pressões inflacionistas em vários mercados, regista valores negativos, de -0,1%.
“Estes dados reforçam o interesse internacional no mercado português e a robustez do setor. O mercado nacional tem sido muito resiliente e atrativo, e continua a estar na mira dos investidores internacionais, o que é muito positivo para a dinâmica da economia nacional”, explica, em comunicado, Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva.
"O mercado nacional tem sido muito resiliente e atrativo, e continua a estar na mira dos investidores internacionais, o que é muito positivo para a dinâmica da economia nacional”
Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva
O relatório da Knight Frank indica ainda que os bancos centrais globais realizaram 27 cortes líquidos nas taxas de juro no terceiro trimestre do ano passado, sem qualquer subida, e que, neste momento, 86% dos mercados globais têm crescimentos anuais positivos, uma proporção consistente com a tendência de melhoria gradual registada ao longo do ano de 2025.
Liam Bailey, Global Head of Research da Knight Frank, revela que “o crescimento nominal voltou a acelerar à medida que os bancos centrais avançam para cortes nas taxas de juro, mas os ganhos reais continuam a ser difíceis de alcançar”, avançando que, “para uma recuperação mais sólida em 2026, será essencial manter as políticas monetárias e uma trajetória de desaceleração da inflação”.
O ‘Global House Price Index’ alerta para o facto de a acessibilidade à habitação continuar sob pressão em diversos países e que a consolidação da recuperação vai depender da evolução da inflação e da continuidade do ciclo de descida das taxas de juro durante o ano presente.
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