Coimbra quer suspensão parcial do PDM para habitação acessível

Objetivo será construir mais 30% em zonas ribeirinhas. Autarquia garante “parecer positivo” do Ambiente e CCDR.
Coimbra
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A Câmara Municipal de Coimbra quer suspender parcialmente o Plano Diretor Municipal (PDM), por dois anos, para construir mais 30% em zonas ribeirinhas e aumentar a oferta de habitação pública e acessível. Ainda assim, a medida levanta receios face às alterações climáticas e aumento do risco de cheias no futuro. 

Na prática, segundo avança o jornal Expresso, o município quer alterar as regras urbanísticas em duas zonas ribeirinhas recentemente afetadas por inundações, permitindo um aumento até 30% da área de construção.

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Segundo o urbanista Guilherme Murta, responsável pela elaboração do plano enquanto consultor municipal, citado pela publicação, esta majoração destina-se exclusivamente a habitação pública, custos controlados ou arrendamento acessível, ficando os restantes 70% para o mercado livre.

A ideia é aumentar a construção em altura, ultrapassando os atuais quatro pisos, sem aumentar a impermeabilização das margens.

A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, garante que obtiveram “parecer positivo” da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR) e da Autoridade Nacional de Proteção Civil, e que as áreas em causa “são de risco mínimo de cheia e no evento mais extremo” deste inverno, “a água não chegou perto sequer”.

Por outro lado, especialistas contactados pelo Expresso alertam que os planos de construção em zonas ribeirinhas de Coimbra podem subestimar o risco real de cheias, já que estas áreas se situam em leito de inundação e estão cada vez mais expostas aos efeitos das alterações climáticas.

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