O centro histórico de Coimbra prepara-se para receber a nova Residência Universitária Luís de Camões, uma obra de construção sustentável e de reabilitação do antigo edifício do ISCAC, que se encontrava em estado de abandono. Este novo alojamento universitário contará com três edifícios e um total de 156 camas.
Devendo ficar concluída em março deste ano, a obra está a cargo da A. Baptista de Almeida (ABA), que selecionou a CarmoForm para mais uma obra de referência nacional. Por sua vez, esta empresa une esforços com a Portilame, ao abrigo de uma parceria entre duas companhias especializadas em engenharia e construção industrializada em madeira.
A intervenção destas entidades passa pela construção de estruturas em CLT (Cross Laminated Timber) de abeto, aplicadas em pavimentos e paredes, com parte da madeira visível no interior. Serão utilizados aproximadamente 627 m3 de CLT por quatro blocos de quatro pisos cada um, implantados no contorno do edifício existente.
As paredes exteriores do edifício serão mantidas, ao mesmo tempo que se cria um núcleo interior que originará um pátio exterior descoberto, de modo a valorizar a entrada de luz natural, a ventilação e a vivência dos espaços comuns. Esta futura residência universitária, segundo a Universidade de Coimbra, tem como principais objetivos o reforço da oferta de alojamento do ensino superior a custos acessíveis, a implementação de um conceito de residência baseado na flexibilidade e adaptabilidade dos espaços e a promoção de padrões elevados de sustentabilidade e eficiência energética.
Em comunicado, o CEO da CarmoForm, João Figueiredo, sublinha que “a escassez de alojamento nas cidades universitárias obriga a respostas rápidas e estruturalmente diferentes”, destacando o papel importante da construção em madeira industrializada que “volta a afirmar-se, aqui como no turismo ou na habitação, como uma solução estratégica, capaz de acelerar prazos, reduzir o impacto em contexto urbano e assegurar elevados níveis de conforto, eficiência e desempenho ambiental”.
“É uma tecnologia madura, testada e totalmente alinhada com os desafios reais das cidades e do ensino superior em Portugal”, conclui João Figueiredo.
"(...) a industrialização em madeira permite responder com rapidez, rigor e previsibilidade", João Figueiredo, CEO da CarmoForm.
Já o CEO da Portilame, David Simão, destaca que, “perante a pressão sobre o alojamento estudantil, a industrialização em madeira permite responder com rapidez, rigor e previsibilidade”.
“E, numa dificuldade que é transversal a todo o setor da construção, a de garantir prazos e qualidade de execução, esta tecnologia traz mais controlo e menos risco, sobretudo em contexto urbano consolidado. Mas é importante que tenha o devido reconhecimento para ganhar escala e volume de obra, porque só assim conseguiremos praticar custos ainda mais acessíveis, sem comprometer conforto, eficiência e desempenho ambiental”, acrescenta o responsável.
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