Coimbra quer transformar terrenos da IP em habitação acessível

Em causa estão terrenos da Infraestruturas de Portugal (IP) junto à Estação Nova, próximos do passeio ribeirinho.
Coimbra
Foto de Isabel Castro no Unsplash
Lusa
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A Câmara de Coimbra assumiu a vontade de garantir que os terrenos da Infraestruturas de Portugal (IP) junto à Estação Nova possam passar para a esfera municipal para projeto que contemple habitação a custos acessíveis, escritórios e comércio.

Na cerimónia de assinatura do protocolo de subconcessão da Estação Nova de Coimbra, que passa a estar a cargo do município, depois de ter sido desativada no âmbito das obras do ‘metrobus’, a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, assumiu a vontade de o município poder assumir a posse dos terrenos da IP junto àquela estação, próximos do passeio ribeirinho.

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Em declarações aos jornalistas, a autarca disse que a IP estava a preparar um pedido de informação prévia (PIP) com projeto para aqueles terrenos, tendo havido um diálogo com a tutela para uma possível passagem para a esfera municipal.

“Estamos a trabalhar naquilo que pode ser também um contrato. Ainda vamos ver a modalidade. Não podemos ignorar que há um conjunto de investimentos que a IP tem prometido para Coimbra e nem que seja essa a contrapartida”, disse Ana Abrunhosa.

“Sabemos que aqueles terrenos têm um valor e nós queremos ter lá classe média, queremos ter lá jovens, queremos ter lá escritórios, queremos ter lá espaços de cultura, também”, acrescentou.

A autarca vincou que não quer que aquele espaço se torne “inacessível à classe média nem aos jovens”, defendendo que o município possa avançar, naquela zona, com um projeto que assegure preços regulados e controlados.

“A ideia é a Câmara garantir condições de acesso àquela zona privilegiada para a classe média e para os jovens”, vincou.

Presente na cerimónia e posteriormente numa viagem de ‘metrobus’, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, também fez referência aos terrenos da IP, admitindo que a tutela estava “a negociar”.

Recentemente, a agência Lusa questionou a IP sobre a titularidade futura daqueles terrenos e qual o ponto de situação do projeto, tendo a entidade afirmado que a proposta de requalificação estava incorporada num estudo urbanístico da margem direita desenvolvido no anterior mandato autárquico.

De momento, a IP aguardava que o atual executivo municipal procedesse à revisão desse mesmo plano, para avaliar “a sua viabilidade e eventuais formas de desenvolvimento”, não esclarecendo se era intenção da entidade alienar os terrenos ou passar a sua titularidade para o município.

De acordo com Ana Abrunhosa, há várias empresas que já procuram o município para “construir naqueles terrenos”, esperando que seja possível o município assumir o projeto e garantir “habitação a custos acessíveis”, comércio e espaços de escritórios naquela zona, vincando que é um ponto de baixo risco de inundação e que “pode e deve ser vivida”.
 

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