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Prémio Pritzker 2016: as obras mais famosas de Alejandro Aravena, o arquiteto dos pobres

Autor: Roberto Arnaz

O prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura, cada vez se parece mais aos galardões da Academia sueca, onde nem sempre ganha o escritor que mais livros vende ou o político da moda. De nenhuma outra maneira se poderia explicar melhor que o arquiteto chileno Alejandro Aravena tenha conseguido a maior honra a que pode aspirar quem se dedica ao desenho e construção de edifícios.

Aravena, de 48 anos e um dos prémios Pritzker mais jovens da história, não ergue arranha-céus nem museus para milionários benfeitores. Mais, ele mesmo reconheceu que a sua fonte de inspiração não são os grandes arquitetos se não a sabedoria das favelas e dos bairros marginais. Assim nasceu, por exemplo, o Projeto Quinta Monroy em 2004, a sua obra mais reconhecida.

Até há uma década, Aravena era um arquiteto absolutamente desconhecido fora do Chile que ganha a vida a levantar pequenas obras públicas e faculdades quando lhe chegou o que parecia ser um encargo mais: a construção de habitação para 100 famílias desfavorecidas.

Em vez de construir um grande edifício colmeia cheio de pequenos apartamentos, decidiu erguer metades de casas que cada família poderia ampliar depois com certa flexibilidade. Tomou esta decisão depois de consultar os futuros residentes sobre as suas preferências e, tal como o próprio arquiteto reconheceu, a sua "filosofia arquitetónica baseia-se em incluir a comunidade no processo".

No que diz respeito ao estilo, a simplicidade no desenho marca toda a linha da sua obra. Segundo explicou em várias ocasiões, "a capacidade de síntese e a simplicidade são a resposta aos problemas mais complexos".

Entre as suas obsessões destaca a de enfrentar a crise mundial na habitação. Numa conferência TED celebrada no ano passado, Aravena explicou que em 2030 mais de 5.000 milhões de pessoas vão viver em cidades, das quais cerca de 2.000 estarão abaixo do limiar da pobreza. O seu atelié, Elemental, já completou mais de 2.500 casas sociais, sobretudo no Chile e México.

1. Faculdade de Matemáticas da Universidade Católica do Chile (1999), Santiago do Chile, Chile

Faculdade de Matemáticas, Universidade Católica (1999), Santiago do Chile, Chile

2. Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Chile (2004), Santiago do Chile, Chile

Faculdade de Medicina da Universidade Católica (2004), Santiago do Chile, Chile

3. Faculdade de Arquitetura da Universidade Católica do Chile (2004) – Santiago do Chile, Chile

Faculdade de Arquitetura da Universidade Católica (2004) – Santiago do Chile, Chile

4.- Torres Siamesas, campus da Universidad Católica do Chile (2005) – Santiago do Chile, Chile

Torres Siamesas, campus da Universidad Católica (2005) – Santiago do Chile, Chile

5.- Centro de inovação da Universidad Católica do Chile (2014) – Santiago do Chile, Chile

Centro de inovação da Universidad Católica (2014) – Santiago do Chile, Chile

6.- Projeto Quinta Monroy (2004) – Iquique, Chile

Projeto Quinta Monroy (2004) – Iquique, Chile

7.- Projeto de habitação social de Monterrey (2010) – Monterrey, México

Projeto de habitação social de Monterrey (2010) – Monterrey, México

8.- Metropolitan Promenade (1997) – Santiago do Chile, Chile

9.- Parque bicentenário (2012) – Santiago do Chile, Chile

10.- Residência dormitório da Universidad St. Edward’s (2008) – Austin, Texas, USA

11.- Las Cruces Pilgrim Lookout Point (2010) – Jalisco, México

12.- Plano de reconstrução depois do tsunami (2010) – Constitución, Chile

13.- Villa Verde (2013) – Constitución, Chile

14.- Centro Cultural de Constitución (2014) – Constitución, Chile

15.- Passeio Marítimo (2014) – Constitución, Chile

16.- Calama PLUS (2012) – Calama, Chile

17.- Cabana de inverno (2015) – Montricher, Suiza

18.- Colégio Ayelén (2015) – Rancagua, Chile

19.- Ocho Quebradas (2013) – Los Vilos, Chile

20.- Parque Museo ‘Humano’ (2014) – Santiago do Chile, Chile

21.- Arauco Vivero (2015) – Nuevo Horcones, Chile

22.- Sede da companhia Novartis (2015) – Shanghai, China