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Esta “villa” solar na Alemanha produz quatro vezes mais eletricidade do que consome

Um projeto do arquiteto Rolf Disch
zigersnead.com
Autor: Carlos Salas (colaborador do idealista news)

Em 2000, a Alemanha aprovou uma lei que “obrigava” as empresas de eletricidade a pagar uma determinada quantia a todas as pessoas que decidissem instalar painéis solares nas suas casas para consumo próprio. A energia excedente seria depois vendida à rede. A adesão à instalação de painéis foi tão grande que atualmente 30% da energia elétrica vem de fontes renováveis.

Atualmente existem zonas inteiras que são alimentadas pela energia solar. Os alemães apelidaram-nas como “solarsiedlung” (“villas” solares). Estas áreas utilizam a mais recente tecnologia ao nível dos painéis solares, sendo capazes de produzir quatro vezes mais energia do que a que consomem. Uma das “solarsiedlung” mais conhecidas encontra-se nas proximidades de Friburgo, a quarta maior cidade do estado de Baden Würtemberg (sul do país).

Tudo aconteceu graças ao arquiteto Rolf Disch. Foi ele que projetou estas “villas”, tornando Friburgo a campeã dos painéis solares. Disch projetou 54 “passivhauss” (“casas passivas”) que não utilizam um sistema energético ativo para manter a temperatura. Nos telhados instalou painéis de alta tecnologia, sendo que as paredes foram isoladas com espuma, que apresentam uma espessura de até 30 centímetros. A casa tem vidros triplos e está “selada” externamente. O ar frio entra na casa num determinado nível e é sugado através de um “funil” na parede. Resultado: o calor que sai da casa aquece o ar frio que entra.

Quer isto dizer que, nos seus melhores dias, esta “villa” solar pode produzir quatro vezes mais energia do que a que necessita na realidade. A energia excedente é vendida à rede, sendo que o Estado paga 0,48 euros por kilowatt/hora.

Wikimedia commons
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Para se ter uma ideia do que as casas solares conseguem economizar sem poluir, basta dar este exemplo: uma antiga casa na Alemanha precisava de 6.000 litros de diesel por ano para aquecimento.

O modelo de Friburgo está a ser implementado em diversas cidades na Alemanha. O país quer fechar as suas centrais nucleares até 2022 e tornar-se pioneiro da energia solar.