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Comissão Europeia vai fechar metade dos edifícios até 2030 devido ao teletrabalho

Objetivo passa por tornar Bruxelas “mais verde” e "mais digital". E há outro projeto na calha que alia o 'big data' à eficiência energética dos edifícios.

Imagem de Dimitris Vetsikas por Pixabay
Imagem de Dimitris Vetsikas por Pixabay
Autor: Redação

O teletrabalho passou a fazer parte da esfera empresarial em todo o mundo e na Comissão Europeia (CE) não foi exceção. Num momento em que o regresso aos escritórios é um tema em cima da mesa para muitos, Bruxelas revela os seus planos para o futuro: fechar metade dos seus 50 edifícios até 2030. Isto porque, considera a CE, o trabalho remoto será para manter e há que pensar na sustentabilidade dos edifícios.

Esta foi uma notícia avançada pelo próprio comissário do Orçamento e Administração, Johannes Hahn, que disse na semana passada que a instituição “reduzirá significativamente o número de edifícios nos próximos dez anos”, para apenas 25 edifícios na capital da União Europeia (EU), Bruxelas, segundo contou o Politico

Na mesma ocasião, Johannes Hahn explicou ainda que esta “política de construção de longo prazo” tem como objetivo tornar a Comissão “mais verde”, reduzindo as emissões de carbono dos edifícios, e “mais digital”, mantendo o teletrabalho uma prática padrão mesmo após o fim da pandemia da Covid-19. Seguindo os passos de outras organizações, a ideia da Comissão europeia passa por encontrar um equilíbrio útil entre trabalho remoto e presencial, até porque esta é a “nova norma”, sublinha o comissário, que especifica ainda que “90% dos trabalhadores é fortemente a favor de estar dois ou três dias por semana em teletrabalho”.

É nesse sentido que a Comissão Europeia deverá, por um lado, reduzir o número de escritórios em Bruxelas e, por outro lado, adaptar também os espaços de trabalho “ao uso generalizado do teletrabalho”, refere ainda Johannes Hahn citado pelo mesmo meio.

Este é mais um passo de Bruxelas em direção a uma economia mais verde, mas não é o único. Entre os vários projetos que está a desenvolver neste sentido há um particular que pretende aplicar o ‘big data’ à melhoria da sustentabilidade dos edifícios.

Aliar ‘big data’ à eficiência energética

A Comissão Europeia tem na manga um novo projeto que vai digitalizar os serviços de energia no sentido de melhorar a eficiência energética dos edifícios. Chama-se Matrycs e tem um objetivo analisar mais de 350 terabytes de dados provenientes de 60 fontes até 2023, para assim compreender quais são os processos que potenciam a descarbonização dos edifícios. No longo prazo, esta iniciativa pretende chegar a soluções concretas para que seja possível construir edifícios com zero emissões de carbono até 2050, refere o ECO.

Financiado pelo programa Horizonte 2020, este projeto conta com 4,5 milhões de euros para testar novas tecnologias baseadas em ‘big data’ no setor da construção. Para o efeito foram desenvolvidos 11 projetos-piloto espalhados pelos diferentes países da Europa: Portugal, Itália, Espanha, Grécia, Alemanha, Eslovénia, Polónia, Letónia, Bélgica e República Checa.

Em Portugal, o projeto em curso chama-se Coopérnico – Cooperativa portuguesa de energias renováveis e vai envolver 850 cidadãos no processo de recolha de dados para, posteriormente, serem transformados em informações úteis sobre redução de consumos energéticos dos edifícios. Estes colaboradores vão recolher dados sobre a o processo de instalação de novos sistemas de produção de energia fotovoltaica, consumo elétricos, entre outros.