“’Hotelização’ dos escritórios” ganha força em Portugal

A pandemia mudou o paradigma do funcionamento do segmento de escritórios. As pessoas adotaram o teletrabalho e, mais recentemente, o regime híbrido. As empresas, por seu turno, adaptaram e/ou renovaram os seus espaços, de forma a serem mais atrativos. Cristina Machado, Head of Office Investment da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W), conta, em entrevista ao idealista/news, que a “qualidade média dos projetos de ‘fit-out’ dos ocupantes tem vindo a subir significativamente, num processo às vezes designado de ‘hotelização’ dos escritórios: tratar os colaboradores como hóspedes e não como trabalhadores”.
trabalho híbrido

A transformação dos escritórios na era do trabalho híbrido

Muitas pessoas estão a regressar ao escritório, incentivadas pela maioria das empresas ao ponto de se tornar obrigatório, em pelo menos um terço dos casos. Isto de acordo com os dados do estudo "Is hybrid really working?" da JLL, que inquiriu mais de 200 gestores imobiliários e 20.000 trabalhadores em todo o mundo para compreender como os locais de trabalho se devem transformar à luz dos novos modelos híbridos.

“O anúncio da morte dos escritórios é manifestamente exagerado”

“Ao contrário do propalado por alguns, o anúncio da morte dos escritórios é manifestamente exagerado. O espaço físico continua vivo e de boa saúde”. A garantia é dada por Inês Sequeira, Head of Hospitality da Maleo, empresa que tem sete centros de escritórios em Portugal, todos em Lisboa, mas que pretende “apostar em novas geografias”. “Por natureza, o Porto surge como primeira hipótese, apesar de estarmos a analisar outras localizações”, adianta, em entrevista ao idealista/news.

"Não acredito no desaparecimento dos escritórios"

A pandemia trouxe muitas alterações no segmento de escritórios. O teletrabalho ganhou força e as empresas, atentas a este fenómeno, reinventaram-se e adotaram, em muitos casos, o trabalho híbrido como regra. Mas será que a tendência veio para ficar? “Não acredito no desaparecimento dos escritórios, mas sim na transformação da sua função. O escritório torna-se ainda mais uma ferramenta de convívio, socialização e cultura da empresa, podendo contribuir para o recrutamento dos melhores candidatos”, diz ao idealista/news Swan Sallmard, Partner da South, empresa de gestão de ativos imobiliários que em Portugal tem mais de 250.000 metros quadrados (m2) de escritórios sob gestão no segmento prime, num total de 25 edifícios.
Edifício de escritórios Augusta 237 procura inquilinos

Trabalhar com vista para o Tejo: Augusta 237 tem 2.288 m2 disponíveis

O mercado de escritórios em Lisboa parece estar a recuperar, aos poucos, o dinamismo perdido com a pandemia da Covid-19. E há no coração de Lisboa, em plena na Baixa Pombalina, um edifício por ocupar: tem 2.288 metros quadrados (m2), distribuídos por cinco pisos, e foi alvo de uma remodelação total, tendo vista para o rio Tejo, desde o terraço. 
teletrabalho

Portugal é o 6º melhor país do mundo para teletrabalhar

Portugal foi eleito como o 6º melhor país do mundo para teletrabalhar. Partilha o Top 10 com a Dinamarca, Países Baixos e Alemanha – no pódio da tabela –, mas fica à frente de países como o Reino Unido, EUA, Noruega, Japão ou Suíça. Em causa está o Índice Global de Trabalho Remoto (GRWI – Global Remote Work Index) da NordLayer, um ranking que classifica 108 países quanto a critérios de cibersegurança, condições económicas, infraestruturas digital e física e condições sociais.