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Mercado imobiliário chinês em queda após crise da Evergrande

Vendas contratadas dos 100 maiores construtores imobiliários da China recuaram 36% em setembro, em termos homólogos.

Mercado imobiliário chinês em queda após crise da Evergrande
Foto de Saunak Shah no Pexels
Autor: Redação

A crise na gigante imobiliária chinesa Evergrande está a deixar (muitas) marcas nos setores da construção e do imobiliário na China, um país que depende muito destas duas áreas de atividade. Sabe-se agora que as vendas contratadas dos 100 maiores construtores imobiliários da China recuaram 36% em setembro, em termos homólogos, para 759,6 mil milhões de yuan (101,8 mil milhões de euros ao câmbio atual). 

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia num relatório da China Real Estate Information Corporation (CRIC), citado pela Bloomberg, 90% dos construtores imobiliários viram as vendas diminuir em setembro, com 60% a reportar quebras superiores a 30% face ao período homólogo.

O que pode ser feito para contrariar esta tendência? De acordo com Lin Bo, diretor-geral da empresa de consultadoria imobiliária citada no relatório, as promotoras precisam de acelerar o desenvolvimento dos projetos, garantir a oferta, reforçar o marketing e acelerar as vendas. Isto para poderem recuperar capital no quarto trimestre do ano. 

O Jornal de Negócios escreve ainda que os contínuos esforços da China para arrefecer o mercado imobiliário e controlar os riscos financeiros tiveram uma consequência: levaram a uma forte quebra da procura nos últimos meses, apertando em particular com os promotores sobre-endividados, como a Evergrande, e desencadeando receios de que a crise da dívida do gigante imobiliário se alastre. 

O relatório da CRIC permite ainda concluir que as vendas de propriedades residenciais na China caíram a pique em setembro, tendo o volume de vendas recuado 25% em ternos homólogos em 28 cidades: em Xangai, Guangzhou e Shenzhen desceu 30% e em Pequim 45%, por exemplo.