Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Chiado entre as ruas mais caras do mundo para comércio...

Autor: Redação

O Chiado, em Lisboa, é a 34ª localização de retalho mais cara do mundo, com uma renda anual de 1.200 euros por m2, tendo subido duas posições face ao ranking do ano passado. Em causa estão dados que constam na mais recente edição do relatório “Main Streets Across the World”, da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W). A liderar o ranking está a 5ª Avenida, em Nova Iorque (EUA).

“Este resultado reflete o dinamismo que se continua a verificar no comércio de rua, o qual além da recuperação económica, tem vindo a beneficiar do forte crescimento do turismo e incremento da reabilitação urbana”, disse Marta Esteves Costa, associate e diretora do departamento de research & consultoria da consultora.

Em comunicado, a C&W refere que Lisboa e Porto gozam não só de uma forte atratividade junto das principais marcas a operar em Portugal, como integram um plano de expansão de retalhistas internacionais que pretendem entrar no mercado nacional, inclusive marcas de luxo que procuram espaços que cumpram os seus requisitos.

Segundo a consultora, os valores de mercado retratam a retoma do setor, com aumentos anuais desde 2013. “Em Lisboa, a renda prime no Chiado situa-se nos 100 euros por m2 por mês e na Avenida da Liberdade nos 90 euros por m2 por mês. Também no Porto se verifica um dinamismo no setor, tendo a renda na Rua de Sta. Catarina aumentado para os 55 euros por m2 por mês”, lê-se no documento.

5ª Avenida em Nova Iorque lidera ranking

A liderar o ranking está a famosa 5ª Avenida em Nova Iorque, nos EUA, com uma renda anual de 29.065 euros por m2. Segue-se a zona de Causeway Bay em Hong Kong (27.884 euros por m2) e os Campos Elísios em Paris (13.255 euros por m2).

O estudo “Main Streets Across the World” monitoriza e ordena 462 localizações de retalho em todo o mundo, sendo que o ranking é baseado no valor de renda anual mais elevado em cada país analisado, não incluindo custos de condomínio, impostos locais e outras despesas de ocupação. Nesta edição, o estudo inclui um ranking de 71 localizações e conclui que em 36% dos locais as rendas subiram.