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Comércio de rua está a crescer nos bairros residenciais de Lisboa...

Campo de Ourique é cada vez mais procurado para comércio  / Lisbon Lux
Campo de Ourique é cada vez mais procurado para comércio / Lisbon Lux
Autor: Redação

O comércio de rua em Lisboa está a crescer também nos bairros residenciais consolidados. É o caso, por exemplo, de Alvalade e Campo de Ourique, que são cada vez mais procurados por conceitos novos direcionados ao dia a dia dos seus residentes. Esta é uma das conclusões do estudo “Portugal Market Pulse” do primeiro trimestre 2017, realizado pela consultora imobiliária JLL.

“São ambas zonas residenciais maduras, que sempre tiveram uma vida de bairro muito dinâmica. As pessoas continuam a viver muito a rua nestes dois bairros e, numa altura em que há uma crescente tendência para o consumo de proximidade, são muitos os retalhistas que percebem o potencial destas zonas e têm vindo a instalar-se aqui, complementando o comércio tradicional que já existe e contribuindo para a sua modernização”, disse Patrícia Araújo, Head of Retail da JLL Portugal, em comunicado.

Segundo o relatório, nos bairros de Alvalade e Campo de Ourique há cada vez mais lojas, novas ou remodeladas, que representam uma novidade em termos de espaço, oferta ou experiência, sendo este fator de novidade um forte atrativo do comércio local.

Quanto ao preço das casas, variam, no caso do bairro de Campo de Ourique, entre os 3.000 e os 5.500 euros por m2, adiantou a JLL, sem mencionar um valor médio residencial no bairro de Alvalade.

O estudo conclui ainda que as principais zonas de comércio de rua de Lisboa e Porto continuam a beneficiar do crescimento do turismo.

Na capital, nos principais eixos do Chiado e da Baixa, a procura mantém-se superior à oferta. No Chiado, as rendas prime das lojas de rua subiram cerca de 8% no primeiro trimestre de 2017 (para os 130 euros por m2 por mês) face período homólogo enquanto na baixa as rendas prime mantêm-se nos 90 euros por m2 por mês.

no Porto a zona de maior interesse é a Baixa, nomeadamente a rua da Santa Catarina. Nesta zona, a renda prime no primeiro trimestre de 2017 atingiu os 60 euros por m2 por mês, mais 20% que no mesmo período do ano anterior.