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Centros comerciais na grande Lisboa em vias de abrir a 15 de junho – falências e desemprego preocupam

O Governo adiou a reabertura dos shoppings devido ao aumento do número de infetados com Covid-19 na região da capital. Nova data apontada, mas sem certezas.

Photo by Clark Street Mercantile on Unsplash
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Autor: Redação

A abertura dos centros comerciais na grande Lisboa voltou a ser adiada pelo Governo, devido ao aumento do número de infetados com Covid-19 na região. A nova data apontada é 15 de junho de 2020, mas a decisão só será tomada esta terça-feira, 9 de junho, na reunião de Conselho de Ministros. Os restantes shoppings do país abriram portas no dia 1 de junho, com regras apertadas, assim como as lojas com mais de 400 metros quadrados (m2).

O novo adiamento está a preocupar a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC). Num comunicado divulgado no seu site, a associação alerta para “o impacto dramático de um eventual prolongamento das limitações para todos os intervenientes nesta cadeia de valor”, aumentando a probabilidade de se verificarem grandes prejuízos, e mesmo falências para as empresas, destacando que os estabelecimentos comerciais na Área Metropolitana de Lisboa (AML) representam 35% do total nacional, assegurando 50% do emprego total do setor.

“É urgente que as limitações sejam levantadas. Os centros comerciais Associados da APCC investiram para adaptar os seus espaços e formar as suas equipas de modo a continuar a garantir a visitantes, lojistas e colaboradores das lojas todas as condições de segurança sanitária, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global”, refere António Sampaio de Mattos, presidente da APC, citado em comunicado.

De acordo com a associcação, a reabertura dos shoppings no resto do país, tem demonstrado que os centros estão perfeitamente preparados para funcionar segundo as regras determinadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Restringir a operação dos centros comerciais situados na AML nesta terceira fase de desconfinamento foi frustrante para toda a indústria. Esta situação é extremamente preocupante e delicada para todos os intervenientes desta cadeia de valor. Os lojistas que permanecerem impedidos de abrir portas ficarão numa situação dramática”, salientou ainda António Sampaio de Mattos.

Rastreio intensivo na região de Lisboa e Vale do Tejo

A decisão final de abertura dos centros comerciais em Lisboa e Vale do Tejo ficou adiada para amanhã, uma vez que, segundo o primeiro-ministro, António Costa, “os próximos dias são importantes para confirmar os dados [existentes]”. Recorde-se que, face ao aumento do número de casos de infeção, o Governo decidiu por em marcha uma estratégia de rastreio intensivo, com 14 mil testes nos últimos dias, em vários concelhos e atividades.

Em declarações durante a conferência de imprensa de apresentação do boletim epidemiológico de balanço da infeção no sábado, 6 de junho de 2020, a ministra da Saúde, Marta Temido assumiu que a AML tem representado “de um modo consistente cerca de 70% do número diário de novos casos notificados no país”, concentrados essencialmente nos concelhos de Amadora, Loures, Lisboa, Odivelas e Sintra.

“Resulta de três causas prováveis: atraso na curva epidémica na região, estratégia intensiva de rastreio na região e especificidades associadas às características dos novos casos, predominantemente, jovens em idade ativa e assintomáticos. Ao longo dos próximos dias manteremos a estratégia de intervenção de proximidade e a informação sobre a mesma, mas queremos deixar uma mensagem de tranquilidade”, salientou ainda a governante.