Na primeira semana de abril – de dia 6 a 10 –, 82% das empresas portuguesas mantinham-se em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente. Por outro lado, cerca de 16% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas e 2% tinham encerrado definitivamente. Em causa estão dados que constam no Inquérito Rápido e Excecional às Empresas - COVID-19, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Banco de Portugal (BdP).
Segundo o INE, “37% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios e 26% reportaram uma redução superior a 50% do número de pessoas ao serviço efetivamente a trabalhar”.
“Em termos setoriais, o alojamento e restauração é o setor que apresenta um maior impacto decorrente da pandemia”, lê-se no documento, que dá nota que neste setor quase todas as empresas (98%) acusa um declínio no volume de negócios. “As empresas temporariamente encerradas reportam maioritariamente reduções superiores a 75%”, conclui o INE.
O documento refere ainda que como fatores com muito impacto para a redução no volume de negócios, as empresas apontam com maior frequência a ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do Estado de Emergência. “Por setor, a percentagem de empresas que refere os dois fatores acima é mais elevada no alojamento e restauração. As restrições no contexto do Estado de Emergência são relativamente menos referidas na Indústria e energia”.
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