
O setor de tecnologia está a passar por uma grave recessão. De acordo com a Crunchbase, mais de 50.000 funcionários do setor nos EUA foram demitidos este ano. Às grandes manchetes de 3.700 demissões no Twitter ou às mais de 11.000 na Meta, empresa que controla o Facebook e o WhatsApp, entre outras, juntam-se pelo menos mais 1% dos quase seis milhões de trabalhadores empregados em empresas de tecnologia dos EUA.
"É um golpe para empresas muito mais familiarizadas com contratações do que com demissões", escreve o The Economist. Um dos "culpados" desta situação é a expansão significativa verificada desde a pandemia. A Meta, por exemplo, aumentou a força de trabalho em quase 60% entre 2020 e 2021.
Uma situação que agora se está a inverter. A Peloton, fabricante de bicicletas conectadas à internet que estavam na moda no período pandémico, reduziu a força de trabalho em cerca de 50% quando as receitas começaram a diminuir. Já a Stripe, uma fintech, anunciou um corte de 14% no departamento de recursos humanos.
Também a app Robinhood, de negociação de ações, reduziu o número de funcionários em 30%. Os fundadores da Stripe admitiram que a empresa estava "muito otimista" em relação ao crescimento, que aumentou nos últimos dois anos graças à aceitação do comércio eletrónico por parte do consumidor, mas desde então esfriou.
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