Viseu Dão Lafões vai dar 569 casas a custos acessíveis até 2026

No total, os 9 municípios da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões vão investir 87 milhões de euros em habitação acessível.
Casas acessíveis em Viseu
Foto de Elio Santos na Unsplash
Lusa
Lusa

Nove municípios da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões terão 569 fogos a custos acessíveis, um investimento de 87 milhões de euros a realizar no âmbito de um protocolo assinado na sexta-feira, dia 15 de março, com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

“É muito trabalho que vamos ter de fazer juntos. Temos a meta de entregar estas casas em junho de 2026. Faltam pouco mais de dois anos, não vai ser fácil”, admitiu o vogal da direção do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Fernando Almeida, em Tondela, durante a sessão de assinatura do protocolo.

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Segundo este responsável, o protocolo assinado "é o resultado de seis ou sete meses” de trabalho, realizado com o intuito de permitir às pessoas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões o acesso a casas a custos acessíveis.

Para já, o protocolo abrange nove dos 14 municípios da CIM – com um investimento total de 87.215.091 euros para 569 fogos de tipologias T0 a T4 - mas outros poderão vir a aderir. Deste valor, 11.836.047 euros serão para aquisição dos imóveis e 75.379.043 para a intervenção.

Viseu, Tondela, Nelas, Carregal do Sal, São Pedro do Sul, Vouzela, Castro Daire, Oliveira de Frades e Sátão são os nove municípios que, para já, estão envolvidos nestes projetos.

Habitação acessível promove coesão territorial no interior

O presidente da CIM e da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, frisou que o protocolo assinado dá resposta a uma questão que preocupa muito os autarcas do interior do país: a coesão territorial. Isto porque, para Fernando Ruas, “a melhor maneira de fixar pessoas é possibilitando-lhes habitação a custos acessíveis”.

“Os municípios são apenas a entidade facilitadora, quem vai comprar os imóveis é o IHRU”, explicou Fernando Ruas aos jornalistas, no final da sessão.

Em Viseu, ficarão disponíveis 85 fogos, que representam um investimento de 13,6 milhões de euros e dos quais a autarquia já tem um “levantamento exaustivo com prédios, fotografias e localização”.

“O município forneceu todos os imóveis já com negociações feitas com os proprietários, isto é, já está tudo conversado. Fizemos levantamento dos imóveis, falámos com os proprietários e entregámos ao instituto”, acrescentou.

Na sua opinião, “se esta operação for rápida e os proprietários avançarem rapidamente com os protocolos que assinaram”, será possível cumprir o prazo de junho de 2026.

“No caso de Viseu, os prédios que indicámos são de reabilitação relativamente rápida. São prédios que podem ser facilmente requalificados e colocados à disposição das pessoas”, contou. Segundo Fernando Ruas, estes fogos situam-se mais na zona urbana do concelho de Viseu.

Para as zonas rurais, o município tem em curso um programa, com “perto de cem casas compradas”, que visa “requalificar as aldeias a ajudar ao repovoamento”, lembrou.

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