Capital da Impresa foi dividido em partes iguais pelos cinco herdeiros do empresário falecido a 21 de outubro.
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Morte de Pinto Balsemão
Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa Getty images

Dez dias depois da morte de Francisco Pinto Balsemão, os seus cinco filhos decidiram dividir em partes iguais os 50,3% do capital da Impresa, dona da SIC e do Expresso. A informação foi enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), revelando ainda uma união entre herdeiros através de um acordo parassocial, o qual prevê coordenação em “matérias estratégicas”.

Até à data do seu falecimento (21 de outubro de 2025), Francisco Pinto Balsemão detinha, através da ‘holding’ Balseger, 71,4% do capital da Impreger, sociedade, que, por sua vez, é dona da maioria do capital da Impresa (50,31%).

Na passada sexta-feira (dia 31 de outubro), os herdeiros do empresário informaram a CMVM que essa mesma participação da Impreger na dona da SIC e do Expresso “passou a ser imputável a cada um dos seus filhos: Mónica da Costa Lobo Pinto de Balsemão, Henrique da Costa Lobo Pinto de Balsemão, Francisco Maria Supico Pinto Balsemão, Joana Presas Pinto de Balsemão e Francisco Pedro Presas Pinto de Balsemão”.

Os herdeiros de Pinto Balsemão pediram ainda ao regulador “a derrogação do
dever de lançamento de oferta pública de aquisição que pudesse resultar da situação descrita”, lê-se no documento.

O acordo parassocial, divulgado na mesma nota à CMVM, diz que os filhos de Pinto Balsemão decidiram repartir entre si, em partes iguais, as ações de categoria A da Balseger. E asseguram ainda “a prevalência do sentido de voto em matérias estratégicas e admitem a remição mediante deliberação dos acionistas, de forma a garantir a continuidade do exercício coordenado de influência na Balseger e, indiretamente, nas suas participadas”.

A notificação foi divulgada pela CMVM depois de o mesmo regulador ter suspendido a negociação das ações da Impresa, aguardando a divulgação de informação relevante ao mercado. Em causa deverão estar as negociações da venda de uma participação da Impresa ao grupo italiano MFE, controlada pela família Berlusconi, que “estão próximas de uma conclusão”, segundo noticiou o Jornal de Negócios na passada quinta-feira.

O presidente executivo (CEO) da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, reiterou na sexta-feira que as portas sempre estiveram abertas para parceiros que tragam valor e que qualquer informação relevante será oportunamente comunicada, disse numa carta aos trabalhadores a que a Lusa teve acesso.

Antes da suspensão da negociação, os títulos da Impresa estavam a subir 1,48% para 0,28 euros, com um volume de 323.139 ações transacionadas.

*Com Lusa

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