Numa altura em que o país tem estado sob influência de tempestades, vários especialistas alertam para a ocorrência de prejuízos sérios em casa e que, muitas vezes, resultam de erros simples e evitáveis.
Foi para evitar estas falhas que a Fixando reuniu conselhos de vários profissionais do ramo da construção, manutenção e reparação, de diferentes regiões, sendo unânimes num ponto: a maioria dos danos domésticos durante tempestades resulta de pequenos erros que foram ignorados por parte dos proprietários dos imóveis.
Citado num comunicado da plataforma online de contratação de serviços, José Antão, especialista em manutenção e reparação, no distrito do Porto, explica que, nesta zona do país, “inundações em caves e infiltrações em telhados são frequentes, agravadas por manutenção negligenciada”. Por sua vez, Ana Mendes, especialista local de Leiria, reforça que, na região Centro, “a falta de manutenção simples, como ralos e caleiras entupidos, também causa infiltrações e danos elétricos”.
Infiltrações e inundações entre os problemas mais comuns
Durante tempestades, as ocorrências mais registadas de norte a sul do país, segundo os especialistas, são as seguintes:
- Infiltrações em telhados e fachadas;
- Inundações em caves, garagens e rés do chão;
- Danos elétricos provocados pelo contacto com água;
- Humidade persistente e bolor (especialmente em edifícios mais antigos).
Estes profissionais explicam que, muitas vezes, os maiores prejuízos resultam de simples falhas como caleiras entupidas, telhas deslocadas e pequenas fissuras.
Sinais de alerta para possíveis danos
Há alguns indícios bastante claros que não devem ser ignorados e que podem significar que o imóvel não está bem preparado para um período de chuva. Os sinais de alerta são:
- Manchas de humidade, bolor ou cheiro a mofo;
- Tinta a descascar e fissuras nas paredes;
- Água a escoar lentamente em ralos ou sanitas;
- Caleiras a transbordar ou telhas fora do sítio;
- Histórico recente de infiltrações ou entupimentos.
Recomendações de prevenção
Antes de qualquer tempestade, os especialistas recomendam pequenas ações que podem prevenir grandes danos. São elas:
- Limpar ralos, caleiras e sarjetas;
- Verificar o estado do telhado e dos pontos de escoamento;
- Remover folhas e detritos junto a portas, muros e garagens;
- Garantir que os sistemas de drenagem funcionam corretamente;
- Elevar bens guardados em caves e arrecadações.
Situações a evitar durante os períodos de mau tempo
Os profissionais alertam para algumas situações que devem ser evitadas durante tempestades ou outras condições de mau tempo:
- Não subir a telhados ou escadas em dias de vento forte;
- Não mexer em quadros elétricos se houver sinais de humidade;
- Não tentar desentupimentos complexos com água a entrar;
- Não ignorar cheiros a queimado ou falhas elétricas.
Cuidados a ter com os danos invisíveis
Há problemas que podem ficar ocultos durante algum tempo depois de a chuva abrandar, mas que se não forem resolvidos a tempo podem causar problemas maiores e mais dispendiosos. Por esse motivo, os especialistas alertam para as seguintes situações:
- Humidade entranhada nas paredes;
- Degradação de isolamentos;
- Corrosão de estruturas metálicas;
- Bolor escondido;
- Danos na instalação elétrica.
Situações que exigem ajuda técnica
De acordo com os profissionais de construção, manutenção e reparação, citados pela Fixando, deve-se recorrer a ajuda técnica quando se observam as seguintes situações:
- Infiltrações recorrentes;
- Problemas elétricos;
- Danos no telhado ou nas fachadas;
- Sinais persistentes de humidade.
Depois de tempestades e outros episódios de mau tempo, esta plataforma online de contratação de serviços regista uma grande subida na procura por reparações de telhados, desentupimentos, tratamento de humidades, remoção de água e manutenção preventiva.
Prevenção como melhor “remédio”
Os especialistas são unânimes na sua principal recomendação: a prevenção. Ter os cuidados essenciais antes do começo do mau tempo é essencial para evitar problemas maiores e despesas mais avultadas.
“Reparar depois sai sempre mais caro. A prevenção envolve custos reduzidos e controlados, enquanto a reparação após danos implica intervenções mais complexas e dispendiosas”, sublinham os especialistas consultados pela Fixando.
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