Uma das medidas de apoio do Governo diz respeito moratórias no crédito habitação e às empresas por 90 dias. Banca está a cooperar.
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Moratória no crédito habitação
Reunião extraordinária do Conselho de Ministros devido à tempestade Kristin Getty images

Uma das várias medidas lançadas pelo Governo para responder aos estragos provocados pela passagem da tempestade Kristin diz respeito às moratórias no crédito habitação e às empresas por 90 dias. E a banca já está a agilizar para colocar as moratórias em marcha, à medida que também anuncia linhas de crédito especiais para reconstruir casas e empresas.

No passado domingo, dia 1 de fevereiro, o Governo anunciou um pacote de apoios para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas. Este pacote poderá mesmo atingir os 2,5 mil milhões de euros. Uma destas medidas diz respeito à moratória de 90 dias nos empréstimos às empresas e no crédito habitação própria e permanente, com possibilidade de extensão por mais 12 meses após esse período.

Vários bancos já reagiram e dizem estar a cooperar. “Em alinhamento com as iniciativas aprovadas pelo Governo”, o Santander diz estar a assegurar a operacionalização das moratórias no crédito habitação e às empresas, bem como a articulação com o Banco Português de Fomento para viabilizar as linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas afetadas.

“Estamos a contactar proativamente os nossos clientes para identificar situações que necessitem de maior atenção e assegurar uma resposta rápida, nomeadamente através da operacionalização das moratórias e das linhas de apoio às empresas do Banco Português de Fomento”, afirma a vice-presidente do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, citada em comunicado.

Também João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, assegurou que o banco está empenhado em colocar no terreno o mais rapidamente possível as medidas anunciadas pelo Governo para responder à destruição provocada pela depressão Kristin. E assegurou esta segunda-feira que “as pessoas podem recorrer já” às moratórias anunciadas, cita da TSF.

Créditos para reparar casas da tempestade
Getty images

Cada vez mais bancos anunciam créditos especiais para reconstruir casas

Poucos dias depois da passagem da tempestade Kristin, que aterrou em Portugal Continental no dia 28 de janeiro de 2026, vários bancos anunciaram linhas de crédito com condições especiais para apoiar as famílias e empresas afetadas pelo mau tempo. Foi o caso da Caixa Geral de Depósitos, do Novo Banco e do BCP, tal como noticiámos aqui

Esta onda de apoio tem vindo a crescer dia após dia. O Santander anunciou esta terça-feira, dia 3 de fevereiro, condições especiais de financiamento para apoiar os clientes das regiões afetadas pela tempestade Kristin e um reforço do atendimento nos balcões daquelas zonas.

Em comunicado, o banco avança estar a disponibilizar um crédito hipotecário para obras, com financiamento a partir de 10.000 euros, com spread 0% nos primeiros 12 meses e isenção das comissões associadas à avaliação e à formalização. Adicionalmente, o banco disponibiliza também o Crédito Pessoal Santander, com uma taxa de juro bonificada e sem comissões, aplicável até 31 de março de 2026.

De forma a aumentar a capacidade de resposta nas zonas mais impactadas pela tempestade, a partir de esta terça-feira os balcões do Santander de Leiria (Heróis de Angola), Fátima (Rua Jacinta Marto), e Pombal passam a funcionar em horário alargado até às 18 horas.

Também o Crédito Agrícola ativou um pacote extraordinário de medidas face ao impacto do mau tempo, que inclui linhas de financiamento bonificado e condições especiais de crédito pessoal e para a reconstrução de casas. Deste pacote fazem parte medidas como linhas de financiamento bonificado e a possibilidade de moratórias de capital até 12 meses para contratos em vigor.

Para clientes particulares, destacam-se condições especiais de crédito pessoal, com taxa fixa de 2,50% (TAN – Taxa Anual Efetiva), para montantes entre 2.500 e 30.000 euros para apoiar necessidades imediatas.

O banco vai disponibilizar ainda condições especiais no crédito habitação, em particular no que se refere à reconstrução ou reparação, com um LTV (rácio entre o valor financiado pelo banco para a compra de casa e o valor do imóvel) máximo de 90% para habitação própria permanente e de 80% para habitação própria secundária, com possibilidade de carência de capital até 12 meses e taxa variável Euribor acrescida de um ‘spread’ de 0,70%.

Já para contratos existentes, vai ser possível alargar o prazo do crédito até 10 anos, respeitando os limites definidos.

As medidas para empresas, associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) destinam-se a proporcionar suporte financeiro, através de uma linha de crédito ao investimento de médio/longo prazo, com um período de carência de 36 meses e crédito à tesouraria de curto/médio prazo com carência até 12 meses e isenção de comissões.

*Com Lusa

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