O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2026, que mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para efetuar “uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas”, na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.
No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o LNEC foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria, porque as grandes infraestruturas, como “grandes taludes e pontes”, não podem “estar em causa em situações limite” como aquelas que têm sido vividas no país.
O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita “nos próximos meses, nos próximos anos”.
“Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias”, acrescentou, numa alusão ao colapso da Ponte de Entre-os-Rios, em março de 2001, na sequência de chuvas intensas e do aumento do caudal do rio Douro.
Miguel Pinto Luz disse que a Infraestruturas de Portugal (IP) é a entidade que está a liderar a reconstrução das regiões afetadas pelo mau tempo, em conjunto com os municípios.
O Governo aprovou um reforço de 400 milhões de euros para a reconstrução de infraestruturas pela IP, no âmbito do pacote de apoios às regiões afetadas, que o ministro da tutela disse esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2026, já estar disponível.
“Temos dezenas e dezenas de estradas nacionais que estão fechadas, às quais se somam centenas de estradas municipais”, sublinhou o governante.
“O que a IP está a fazer com os municípios é procurar alternativas”, afirmou.
Pinto Luz disse ainda que “não se pode esperar meses” para garantir a mobilidade nas áreas afetadas.
“Há uma preocupação do Governo de atuar através da IP, através do LNEC, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), mas também de ajudar os municípios no esforço de reconstrução das infraestruturas municipais”, concluiu.
O ministro das Infraestruturas reuniu-se esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2026, com as entidades tuteladas para acompanhar e monitorizar os efeitos das tempestades, designadamente com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o IMT, da IP, a Comboios de Portugal (CP), o Metropolitano de Lisboa, o Metro do Porto, o Metro do Mondego, o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, a Construção Pública e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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