Governo quer polícias a identificar prédios vazios em risco

Objetivo passa por sinalizar, em articulação com os municípios, imóveis devolutos ou que aparentam abandono passíveis de ocupação indevida.
imóveis devolutos
Foto de Anton Murygin no Unsplash
Lusa
Lusa

O Governo quer que as polícias se articulem com os municípios para identificar imóveis devolutos em risco de ocupação indevida, de modo a prevenir usurpações, segundo a proposta de lei que orienta a política criminal para 2025-2027.

Na proposta aprovada em Conselho de Ministros na sexta-feira (20 de fevereiro) e remetida em seguida à Assembleia da República, consultada pela Lusa, o executivo estabelece que "as forças e os serviços de segurança desenvolvem e executam, em articulação com as entidades intermunicipais e os municípios, ações de prevenção e acompanhamento do crime de usurpação de coisa imóvel" (prédios, moradias e similares).

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Estas ações incluem a "identificação de imóveis devolutos ou que aparentam abandono passíveis de ocupação indevida", a "articulação com os serviços de ação social e habitação pública e municipal, sempre que estejam em causa situações de vulnerabilidade social", e "partilha de informação relevante entre entidades públicas" sobre o fenómeno.

A inclusão da prevenção deste ilícito entre as prioridades até 2027, ao qual é dedicado um capítulo autónomo, é justificada com o "impacto social" do crime.

A criminalidade violenta, a violência doméstica e a corrupção são alguns dos crimes que se mantêm como prioritários em relação à Lei de Política Criminal para 2023-2025, com o combate ao ódio, à sabotagem ou a ataques a infraestruturas críticas e à violação das sanções impostas à Rússia no âmbito da invasão da Ucrânia a constituírem as principais novidades.

O diploma terá ainda de ser discutido e aprovado na Assembleia da República, podendo sofrer alterações.

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