Saúde: falta de disponibilidade financeira trava tratamentos e exames

Inquérito do INE revela que 10,2% da população com mais de 16 anos tem necessidades de cuidados dentários não satisfeitas.
Frequência de consultas por características da população com 16 ou mais anos em Portugal em 2025
Fonte: INE

A falta de disponibilidade financeira foi, em 2025, o principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos dentários em Portugal. Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, 10,2% da população com 16 ou mais anos referiu ter tido necessidades de cuidados dentários que não foram satisfeitas, uma proporção significativamente superior à registada para cuidados médicos (3,8%).

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre as pessoas que não realizaram exames ou tratamentos dentários apesar de necessitarem, a razão mais apontada foi a falta de capacidade financeira, referida por 76% dos casos. As listas de espera tiveram um peso muito reduzido neste tipo de cuidados (1,3%), ao contrário do que sucede nos cuidados médicos, em que constituem o principal motivo para necessidades não satisfeitas.

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Os dados mostram ainda que o recurso ao dentista continua abaixo de outras consultas médicas. Em 2025, 59,6% da população com 16 ou mais anos teve pelo menos uma consulta de medicina dentária nos 12 meses anteriores, enquanto 79,5% consultaram um médico de clínica geral e 53,3% recorreram a outro especialista. Como ilustra o gráfico, cerca de 40,4% da população não consultou um dentista nesse período, sendo o recurso mais frequente entre os grupos etários mais jovens e entre pessoas com níveis de escolaridade mais elevados.

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