Chega a Lisboa esta semana para dois concertos que esgotaram em horas. Bad Bunny, o porto-riquenho que se tornou o artista mais ouvido em plataformas digitais durante anos consecutivos, sobe ao palco do Estádio da Luz a 26 e 27 de maio, naquela que é a sua estreia em Portugal e uma das datas mais aguardadas da digressão DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour. Cerca de 100 mil pessoas, dois dias seguidos, uma cidade em ebulição. E uma pergunta que, no meio do entusiasmo, nos pareceu impossível não fazer: e se, depois do espectáculo, e se Benito decidisse ficar a viver no país ou investir na compra de uma casa de férias?
Portugal tornou-se, nos últimos anos, destino de eleição para celebridades internacionais que procuram clima, segurança, qualidade de vida e um certo anonimato sereno que poucos países da Europa ainda conseguem oferecer. Bad Bunny, que já foi visto a passear por Lisboa em vésperas do concerto, viria juntar-se a uma lista de famosos que não pára de crescer - Madonna, John Malkovich, Monica Bellucci, Eric Cantona, Sharon Stone são apenas alguns exemplos.
Por isso, no idealista/news decidimos brincar a sério com a hipótese. Contactámos consultores imobiliários de diferentes regiões do país e pedimos a cada um uma sugestão de imóvel que faça sentido para o cantor, seja como refúgio de férias, como investimento, ou como casa para a família que tantas vezes refere nas letras. As respostas apontam desde o Alentejo profundo ao centro de Lisboa, do Porto ao Algarve, passando pela margem sul do Tejo. O resultado é um pequeno mapa do que Portugal hoje tem de melhor para oferecer a quem chega de fora com fortuna, gosto e desejo de pertencer a algum lugar com alma.
- Uma villa de assinatura em Alcochete: o Ferrari feito casa
- Duas almas do Alentejo: a herdade e a casa discreta
- Casa de família com vista para o Tejo, uma aposta segura
- Centro do Montijo: a aposta na zona em maior valorização
- Baía do Seixal: premium a 15 minutos de Lisboa
- Manter o charme do centro de Lisboa
- E o Norte? Uma villa contemporânea em Amarante
- Algarve com uma escolha menos óbvia: serra com vista para o mar
- E o interior não ficou esquecido: uma casa para receber os amigos
Uma villa de assinatura em Alcochete: o Ferrari feito casa
A primeira sugestão chega de Nelson Galhofo, consultor da rede RE/MAX, e é, sem dúvida, a mais impressionante. Em São Francisco, Alcochete, a poucos minutos do futuro novo aeroporto e a meia hora de Lisboa, a chamada Villa Speciale é uma residência de autor inspirada no Ferrari Speciale: linhas longitudinais contínuas, uma assinatura visual vista do alto que evoca uma grelha de partida de Fórmula 1, e materiais nobres como betão aparente, cobre e madeira de nogueira americana maciça.
São 1.200 metros quadrados (m2) de área bruta num lote de 5.100 metros quadrados, com piscina aquecida de água salgada, lounge exterior com lareira, três garagens com capacidade para nove viaturas, uma delas concebida como showroom automóvel privado, com plataforma giratória, lounge e bar. A zona privativa integra duas suítes, uma master suite e uma owner's suite separadas por jardins interiores. A cozinha está equipada com Gaggenau e mobiliário Leiken. O sistema de segurança, neste caso tão importantes, inclui acessos biométricos, vigilância contínua e controlo integral por dispositivo móvel.
Para Nelson Galhofo, esta opção do lado sul da Ponte Vasco da Gama, faz todo o sentido. "É um imóvel único no mercado português, pensado como um objecto de design habitacional. Para alguém que cruza música, moda e cultura visual ao nível do Bad Bunny, uma casa que é em si mesma uma peça de autor parece-me a escolha natural."
Duas almas do Alentejo: a herdade e a casa discreta
Da rede Predimed, Ariana Cabrita, especialista no mercado alentejano, fez questão de sugerir duas alternativas, porque o Alentejo "não é uma coisa só".
A primeira é uma herdade em Castro Verde, com quase 8 hectares de terreno totalmente vedado, 586 metros quadrados de área bruta de construção e 378 metros quadrados privativos. T4, sete casas de banho, arquitectura que respeita a traça típica alentejana com uma combinação cuidada entre o rústico e o contemporâneo. Tem amplo salão com forno a lenha, sala adicional com vista para o jardim, biblioteca, alpendre e zona de barbecue. Conta com poço, furo com bomba e excelentes condições de autonomia. Adapta-se tanto a residência familiar como a projecto de turismo rural (investimentos nunca são demais).
A segunda recomendação é em Santa Bárbara de Padrões, ainda em Castro Verde, uma moradia térrea T2 de 60 metros quadrados, com dois quartos, duas salas, cozinha tradicional com lareira e uma garagem de 22 metros quadrados. Uma casa humilde, fiel às raízes da região, rodeada de paisagens únicas.
"Para alguém que viaja o mundo e vive sob holofotes, ofereço duas portas de entrada no meu Alentejo. A herdade, para quem quer receber, ter projecto, abrir a casa a amigos e família com luxo discreto. A casinha do Rolão, para quem precisa mesmo é de desaparecer durante uma semana, escrever, fazer silêncio", explica a consultora Ariana Cabrita.
Casa de família com vista para o Tejo, uma aposta segura
"Há lugares onde se criam raízes, e o Alto de Santa Catarina é um deles. Para alguém que vive em digressão pelo mundo, com a intensidade que isso implica, a vista do Tejo de uma suíte ao fim do dia é o tipo de silêncio que não se compra em qualquer lado. Tens a vibração de Lisboa logo ali, tens o rio para abrandar, e tens uma casa pensada para receber família e amigos sem abdicar da privacidade. E sem qualquer preocupação porque a Terrae trata de tudo."
Sandro Sousa, fundador deste novo projeto no setor imobiliário focado numa abordagem 360, sugere uma moradia T5 no Alto de Santa Catarina, em Linda-a-Velha, num lote com mais de 600 metros quadrados, áreas generosas, piscina, garagem e domótica integrada, desenhada à volta de uma vista deslumbrante sobre o Tejo. Terraços para receber, suíte com o rio aos pés, luz natural abundante, acabamentos premium e classe energética A. Fica localizada a poucos minutos do centro de Lisboa para chegar rápido ao próximo concerto.
Centro do Montijo: a aposta na zona em maior valorização
David Brazão, consultor da RE/MAX Vantagem Platina, atravessa o Tejo para sugerir um imóvel no Centro do Montijo. Trata-se de um apartamento T3 de construção nova, com 127 metros quadrados de área bruta, na Rua José Saramago, pronto a habitar. Tem sala e cozinha em open space que totalizam 47 metros quadrados, cozinha totalmente equipada com electrodomésticos de última geração, três quartos com roupeiro, incluindo suíte com closet, ar condicionado em todas as divisões, vídeo porteiro, aspiração central, porta blindada, janelas com vidro duplo e corte térmico e acústico.
A escolha tem a lógica de investimento: "O Montijo é uma das zonas com maior potencial de valorização da Área Metropolitana de Lisboa. Com a proximidade a Lisboa, e a ponte Vasco da Gama, com a qualidade de vida que oferece, faz todo o sentido para quem queira ter cá um ponto de apoio sem entrar nos valores estratosféricos do centro. Para um músico que passe temporadas em Lisboa, é a base perfeita: discreta, confortável, com tudo à mão."
Baía do Seixal: premium a 15 minutos de Lisboa
Tower Team, a equipa de consultores da Century 21 Torre na margem sul liderada por Patrícia e Carlos, aposta na zona da Quinta da Trindade, no Seixal. Um T3 num quarto andar com elevador, 156 metros quadrados de área bruta, 120 metros quadrados úteis, três quartos, incluindo suíte com varanda, sala com varanda, cozinha independente, dois lugares de estacionamento e arrecadação. O imóvel insere-se numa urbanização privativa reconhecida, junto à baía do Seixal.
A justificação da equipa é clara: "A Baía do Seixal é, neste momento, um dos segredos mais bem guardados da grande Lisboa. Tens vista de rio, tens Lisboa a 15 minutos pela ponte, tens uma zona organizada e em forte procura, e tens preços que ainda fazem sentido. Para alguém habituado às Caraíbas, esta ligação à água, à luz e à proximidade da capital tem tudo para encantar. E o silêncio que se ganha em troca não tem preço."
Manter o charme do centro de Lisboa
Carla Mateus, consultora do D&D Group nas Avenidas Novas, aposta no coração da capital. Um apartamento T2 na rua José Estêvão, na Estefânia, com 151 metros quadrados de área bruta, sétimo andar com elevador, totalmente remodelado e com acesso a terraço privativo de uso exclusivo e vista panorâmica. A Estefânia é um dos bairros com maior procura no centro de Lisboa neste momento, a meio caminho entre o Saldanha e o Campo Pequeno, com o metro à porta, comércio de bairro, hospitais e a melhor circulação para o resto da cidade.
"Para um músico, uma casa não é só um sítio onde se dorme. É um sítio onde se escuta, onde se cria, onde se recebe quem trabalha contigo. Este apartamento foi pensado ao detalhe para alguém que vive de som, com a Sonos a desenhar a casa por dentro como se fosse parte da arquitectura , e que precisa, ao mesmo tempo, de um terraço privativo onde possa estar sem ser visto. Em Lisboa, neste perímetro do centro, é exactamente este equilíbrio que escasseia. Para o Bad Bunny, ou para qualquer artista internacional que queira viver Lisboa por dentro sem abdicar do silêncio, não me ocorre melhor combinação."
E o Norte? Uma villa contemporânea em Amarante
"O Porto e a sua envolvente estão hoje no mapa do mundo, e Amarante oferece algo único: o verde, o rio Tâmega, a serra. Para alguém que cresceu numa ilha tropical, este norte português verdejante pode ser uma surpresa boa. E o Porto fica logo ali, com tudo o que isso significa em termos de cultura, gastronomia e ligação ao mundo", justifica Susana Lopes da Silva, da rede RE/MAX PRO.
A sua escolha recai sobre uma moradia T3 de luxo em Amarante, a 30 minutos do Porto, a 30 minutos de Vila Real. Arquitectura contemporânea, 384 metros quadrados de área bruta num lote de 1.748 metros quadrados, terraços e varandas, piscina infinita de sal, revestimentos exteriores em pedra natural travertino, cozinha equipada com Bosch e bancada em pedra Taj Mahal, ar condicionado por condutas em toda a casa, sistema VMC, recuperador de calor com revestimento em pedra ónix retro-iluminada, televisão LG OLED, sistema de alarme com sete câmaras, domótica integrada.
Algarve com uma escolha menos óbvia: serra com vista para o mar
"O Algarve não é só praia. Monchique é a serra do Algarve, e tem uma luz, um silêncio e uma vista que ninguém esquece. Esta é uma casa para reinventar, para quem queira deixar a sua marca, e não chegar a algo já feito. Para um artista, é matéria-prima. E está a meia hora da praia, a hora de Lisboa por ar, e tem tudo o que o sul português tem de melhor para oferecer."
José Montez, da RE/MAX Platina II em Portimão, sugere uma moradia T8 na serra de Monchique, três pisos, 340 metros quadrados de área bruta, num terreno de 643 metros quadrados na encosta sul da serra. O imóvel necessita de remodelação, sendo apresentado precisamente como projecto de criação de valor: ideal para reabilitar como habitação própria, casa de férias, projeto de turismo rural ou investimento de valorização. Tem captação própria de água através de poço. As vistas panorâmicas justificam o investimento na remodelação (e acreditamos que não seja um impedimento).
E o interior não ficou esquecido: uma casa para receber os amigos
O centro não pode ficar de fora deste mapa, Gonçalo Eduardo, fundador da BM – Bem Mediar, em Castelo Branco, traz uma proposta que rompe com o eixo Lisboa-Porto-Algarve em que quase todo o investimento estrangeiro tende a concentrar-se.
Uma moradia T5 independente, a poucos minutos do centro da cidade, num lote de 650 metros quadrados, com 406 metros quadrados de área bruta distribuídos por dois pisos bem organizados. No rés-do-chão, salão amplo com excelente exposição solar, cozinha equipada com despensa, três quartos com roupeiros embutidos e uma suíte. No piso inferior, um salão com bar, cozinha de apoio, dois quartos, lavandaria e garagem para duas viaturas, uma zona pensada para receber e conviver. No exterior, churrasqueira, forno a lenha e área de refeições ao ar livre. A casa tem ar condicionado, aquecimento central a pellets, painéis solares, aspiração central, sistema de alarme, câmaras de vigilância e isolamento em capoto. Classe energética A.
"Castelo Branco é a alternativa ideal. Tens uma cidade tranquila, com tudo o que precisas, com qualidade de vida que as grandes cidades já perderam, com acesso fácil a Espanha e a Lisboa por auto-estrada, e com preços que ainda fazem sentido. Para o Bad Bunny, ou para qualquer outra figura pública que precise mesmo de respirar, é o tipo de lugar onde ninguém vai bater à porta a pedir autógrafos."
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