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Dicas de decoração: A importância de ter plantas autóctones no jardim

Autor: Redação

Tens um jardim em casa? Então fica a saber que usar plantas autóctones tem muitas vantagens. No artigo desta semana da rubrica semanal do idealista/news dedicada à arquitetura e decoração e assegurada pela Architect Your Home falamos-te sobre os benefícios de construir um jardim desta natureza, que ajuda a contribuir para a biodiversidade e preservação de espécies.

Recentemente, a propósito de um projeto junto à praia, descobrimos um conceito original. A nossa visão para o tratamento dos espaços verdes envolventes era deixá-los com o aspeto mais natural possível. Mas como conseguir esse efeito?

A pesquisa levou-nos até ao trabalho desenvolvido por um grupo cujo projeto visa recuperar e criar espécies autóctones: falamos do Sigmetum. As vantagens podem parecer óbvias, mas a verdade é que o carácter único das espécies vegetais autóctones vai muito além do seu aspeto natural, por exemplo:

  • O seu uso contribui para a preservação do nosso património genético e da biodiversidade
  • Criação de jardins sustentáveis com recurso a uma paleta natural de espécies amplamente diversas
  • Ao mesmo tempo que se reduzem os riscos de insucesso de sobrevivência das plantas, é possível conferir à intervenção uma compreensão do lugar onde esta é feita, aproveitando milhares de anos de afinação ecológica
  • Grande capacidade de adaptação ao clima, solo e pragas, atingindo grandes níveis de resiliência
  • Reduzida necessidade de rega, grande capacidade de adaptação e baixos custos de manutenção
  • Ao mesmo tempo que estas espécies se adaptam ao meio também têm o potencial de o alterar, contribuindo para a reposição do seu ambiente natural
  • Uma vez que existe uma multiplicidade de espécies, com diferentes características como folhagem, floração e porte, é possível criar um espaço de aspeto exclusivo e autêntico

Estas espécies vão das mais comerciais e que encontramos facilmente em viveiros, como as lavandas, o rosmaninho, medronheiro, madressilva, loureiro, às mais naturais e herbáceas e às menos usuais.

O que é facto é que apesar de autóctones cada caso é um caso, pelo que o seu uso deverá ser adaptado a cada intervenção e consoante a região do país.

Ao construirmos um jardim desta natureza, estamos a contribuir para a biodiversidade e preservação de espécies. Simultaneamente conseguimos um espaço com uma identidade única, com um poder ornamental muito interessante, com variações peculiares sazonais, respeitando a nossa paisagem e cultura, garantindo uma franca integração com a paisagem.