Protetor solar: como escolher a proteção ideal para cada tipo de pele?

Peles muito claras, que se queimam com facilidade, devem optar por FPS 50 ou superior, sobretudo em meses de maior intensidade UV.
Protetor solar para cada tipo de pele
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Cada verão dizes a ti próprio que este ano vais ter mais cuidado com o sol… e, mesmo assim, acabas muitas vezes a escolher o protetor solar em cima do joelho, pelo preço ou pela embalagem que reconheces da publicidade que vês na televisão. 

O problema é que, com a intensidade de radiação ultravioleta (UV) em Portugal, usar “qualquer coisa” pode ser pouco para prevenir queimaduras, envelhecimento precoce da pele e risco acrescido de cancro cutâneo.

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Neste guia que o idealista/news preparou para ti, explicamos-te como escolher o melhor protetor solar para a tua pele, o que significam afinal siglas como FPS ou UVA, que diferenças há entre protetores de rosto e corpo, quanto produto deves aplicar e como o preço entra (ou não) na equação. 

Benefícios do protetor solar para a pele

Protetor solar
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Este produto, tal como o nome indica, serve para proteger a pele dos danos causados pelas radiações ultravioletas (UV). Neste sentido, o protetor solar é um grande auxiliar para prevenir problemas como:

  • Queimaduras;
  • Manchas na pele;
  • Envelhecimento precoce da pele;
  • Imunossupressão e outras lesões mais graves.

Mas os benefícios do protetor solar não se ficam por aí. Além da proteção, este produto também serve para hidratar a pele, uma vez que contém ingredientes hidratantes que mantêm a pele nutrida, e minimiza o aparecimento de acne causado pela exposição ao sol.

O que significa FPS e que fator de proteção deves escolher?

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O FPS (ou SPF, em inglês) indica o nível de proteção contra a radiação UVB, que é a principal responsável pelas queimaduras solares e está ligada ao risco de cancro da pele.

Em termos simples, quanto maior o FPS, maior a proteção e mais tempo podes ficar ao sol sem te queimares – assumindo uma aplicação correta e reaplicações regulares.

Para Portugal, onde a radiação UV no verão pode atingir níveis muito altos, a maior parte das sociedades de dermatologia recomenda:

  • FPS 30 no mínimo para o dia a dia, se tens pele mais morena e não ficas facilmente vermelho;
  • FPS 50 para peles claras, crianças, pessoas com muitas sardas ou antecedentes de cancro cutâneo;
  • FPS 50+ em situações de exposição mais intensa (praia, montanha, prática de desporto ao ar livre nas horas de maior sol).

Proteção UVA e UVB: o que tens de confirmar no rótulo?

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Para além dos UVB, há os UVA, que penetram mais profundamente na pele e estão muito associados a envelhecimento precoce (rugas, manchas) e também ao cancro da pele. Um bom protetor solar deve proteger dos dois tipos de radiação.

O que deves procurar no rótulo:

  • Menção a “larga proteção” / “broad spectrum”;
  • Símbolo UVA dentro de um círculo (nas fórmulas que seguem o padrão europeu);
  • Indicações claras de proteção contra UVA e UVB.

Protetor solar químico vs. mineral: qual é melhor para ti?

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De forma simplificada, tens dois grandes tipos de protetor:

  • Químico (orgânico): contém moléculas que absorvem a radiação UV e a transformam em calor;
  • Mineral (físico): usa filtros como óxido de zinco ou dióxido de titânio, que refletem e dispersam a radiação.

Em termos práticos:

  • Protetor químico: tem a textura mais leve, espalha e funde‑se melhor na pele, existem muitas opções “invisíveis”, sem esbranquiçar e em peles muito reativas, alguns ingredientes podem irritar;
  • Protetor mineral: mais indicado para peles sensíveis, crianças pequenas e algumas alergias, pode deixar “efeito branco” ou sensação mais espessa (tem vindo a melhorar em fórmulas mais recentes) e é uma opção procurada por quem quer minimizar impacto ambiental (embora isso dependa da fórmula completa, não só do filtro).

Protetor solar de rosto vs. corpo: é tudo a mesma coisa?

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Tecnicamente, muitos protetores de corpo protegem o rosto e vice‑versa, desde que tenham o FPS e proteção UVA adequados. Mas na prática, faz sentido diferenciares:

Rosto

  • Formulações mais leves, não comedogénicas (não entopem poros);
  • Opções com cor, que funcionam como substituto da base;
  • Filtros adaptados a pele oleosa, seca, com manchas, etc.

Corpo

  • Texturas mais ricas, em creme, leite ou spray;
  • Preço por mililitro normalmente mais baixo;
  • Ideal para áreas grandes (braços, pernas, tronco).

Quantidade, reaplicação e erros mais comuns

Escolher bem o protetor solar é metade da equação. A outra metade é a forma como o usas. Eis alguns conselhos:

Quantidade

  • Regra internacional aproximada: 2 mg/cm2 de pele, o que, traduzido, dá cerca de 1 colher de chá cheia para rosto e pescoço, e por volta de 30–35 ml para cobrir todo o corpo de um adulto;

Quando aplicar?

  • Cerca de 20–30 minutos antes da exposição ao sol, para garantir boa aderência à pele;
  • Mesmo em dias nublados, porque os UV passam as nuvens.

Reaplicação

  • Pelo menos de 2 em 2 horas se estiveres na praia ou piscina;
  • Sempre após nadar, transpirar muito ou usar toalha de forma vigorosa;
  • No dia a dia em cidade, uma reaplicação a meio do dia já ajuda, especialmente em rosto e pescoço.

Erros frequentes

  • Esquecer zonas como orelhas, nuca, peito do pé, dorso das mãos;
  • Aplicar apenas uma vez de manhã e achar que “aguenta o dia todo”;
  • Usar protetor com prazo de validade vencido ou frasco aberto há vários verões

Protetor solar para crianças em Portugal: que cuidados ter?

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Com crianças, a regra é simples: sol direto controlado e proteção máxima. Estes são os cuidados básicos que deves ter:

  • Evita exposição solar direta nas horas de maior intensidade (aprox. 11h–17h no verão);
  • Usa FPS 50+, preferencialmente fórmulas pediátricas, resistentes à água e sem perfume;
  • Veste t‑shirts com proteção UV, chapéus de abas largas e, idealmente, óculos de sol adaptados;
  • Reaplica o protetor com frequência, porque crianças entram e saem da água constantemente.

Protetor solar no dia a dia em cidade: vale mesmo a pena?

Sim. Mesmo que não vás à praia, a radiação UV é relevante todo o ano, com especial intensidade da primavera ao outono. 

Se apanhas sol a caminho do trabalho, no almoço na esplanada ou em passeios de fim de semana, a pele vai somando exposição solar. Uma rotina simples pode ser:

  • Aplicar de manhã um protetor solar de rosto FPS 30 ou 50, com boa proteção UVA, depois do hidratante;
  • Reaplicar a meio do dia se passares muitas horas no exterior;
  • Não esquecer pescoço, decote e dorso das mãos, zonas que muitas vezes envelhecem mais depressa porque são negligenciadas.

Protetor solar e ambiente: há algo a ter em conta?

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Nos últimos anos tem‑se falado muito de impacto ambiental dos protetores solares, sobretudo no ecossistema marinho. O tema é complexo, mas algumas linhas gerais:

  • Alguns filtros químicos foram alvo de estudos que sugerem possíveis efeitos em recifes de coral e organismos aquáticos;
  • Há marcas a desenvolver fórmulas “reef friendly” ou “ocean respect”, tentando reduzir este impacto;
  • Usar camisolas de banho com proteção UV em vez de só produto pode ajudar a diminuir a quantidade de protetor necessário em certas zonas do corpo.

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