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Dicas de ouro para o teletrabalho: como ser produtivo, sem trabalhar mais do que a conta

Equilibrar o tempo que se dedica ao trabalho com a agenda pessoal é crucial para a motivação e evitar situações de ruptura.

Photo by Annie Spratt on Unsplash
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Autor: Redação

Conciliar as agendas profissional e pessoal é um desafio dos tempos modernos e tornou-se ainda mais crítico com o confinamento. Devido à pandemia global do Covid-19, as casas dos portugueses - à semelhança de muitos outros países - tornaram-se escritórios, escolas, zonas de lazer, exercício e muito mais. E gerir o tempo em teletrabalho, traçando fronteiras nesta confluência de espaços num mesmo sítio pode ser complicado. Mas há formas de ser mais produtivo, sem esticar a corda. Para bem dos trabalhadores e das empresas, apresentamos um conjunto de dicas.

Sem a rotina habitual de sair de casa para deslocar-se para o posto de trabalho, levar os miúdos à escola ou ir ao ginásio, o resultado pode ser o de alargar as jornadas laborais, com horas ao computador, calls intermináveis, refeições e momentos pessoais, fora de horário.

“Se as pessoas não tiverem mais nada para fazer acabam por trabalhar horas sem pausas”, aponta o fundador do movimento Remote Work, Gonçalo Hall. Em declarações ao ECO, o consultor declara que "pessoalmente" é "muito mais produtivo" em trabalho remoto, frisando, no entanto, “que isso não significa o mesmo que trabalhar de casa”.

O atual contexto obrigou a novos métodos, mas “às tantas funcionamos tão bem na disciplina (que foi necessário adotar) que não damos conta de que acabamos por trabalhar demasiado”, indica, por sua, vez Débora Miranda ao ECO. A especialista em comunicação da área da saúde resume em poucas palavras: trabalhar de casa, sem poder sair, é meio caminho andado para trabalhar demasiado. “Não nos distraímos com colegas de escritório, não perdemos tempo em transportes e, por isso, tendencialmente, começamos a trabalhar mais cedo. Mal acordamos, podemos sentar-nos ao computador”, segundo relata.

Já a diretora de recursos humanos da consultora Mercer frisa que a flexibilidade é uma das vantagens do trabalho remoto. Mas, citada pelo mesmo jornal, Sónia Nunes ressalva que “nunca tínhamos estado todos a trabalhar de casa” e isso traz desafios acrescidos. 

Perante este cenário, na sequência da quarentena, a Mercer dividiu o “tempo de trabalho” em quatro momentos essenciais:

  • Momentos mais corporativos - "em que o top management comunica para sabermos como estamos"
  • Momentos mais operacionais - "porque é impossível as pessoas estarem a trabalhar oito horas quando têm, por exemplo, filhos em casa e, por isso, é fundamental definir prioridades para as cinco ou seis horas que trabalham diariamente";
  • Momentos pedagógicos - "porque nem toda a gente estava habituada a trabalhar assim e temos de ajudar as pessoas em workshops ou coaching para definirem agenda;
  • Momentos sociais - "em que as equipas estão a criar momentos para tomar café, só para conversarem”.

Cronometrar o tempo que se aplica em cada tarefa - pessoal e profissional -, fazer pausas, fazer exercício físico, manter o contacto com a família (dentro e fora de casa), bem como com amigos e companheiros, são alguns dos conselhos que estes especialistas deixam e que recomendam adotar como obrigações estratégicas para manter a saúde mental e física, promovendo assim a motivação e produtividade.