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“Temos de garantir que começamos a reanimar a economia” – Costa quer abrir creches e pequeno comércio em maio

Alguns serviços do Estado com atendimento ao público e cabeleireiros também podem vir a abrir portas no próximo mês.

Gtres
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Autor: Redação

“[Estamos no momento de] começar a olhar para o futuro”, disse o primeiro-ministro, esta quinta-feira (16 de abril e 2020), no Parlamento, ao encerrar a discussão sobre a segunda renovação do estado de emergência, que foi aprovada. Depois de um mês “decisivo para conter a pandemia sem matar a economia, temos agora de garantir que começamos a reanimar a economia sem deixar descontrolar a pandemia”, acrescentou António Costa, deixando no ar a possibilidade de abrirem, em maio, creches, alguns serviços do Estado com atendimento ao público, pequeno comércio e cabeleireiros.

O chefe de Governo considera que “os próximos 15 dias são decisivos” para se aprender “a conviver de modo seguro com o vírus”, de forma a que maio seja “o mês em que de um modo gradual, progressivo e seguro” se possa “retomar, não a normalidade – que só poderemos retomar quando houver vacina –, mas a capacidade de viver em condições de maior normalidade, com a garantia de que a pandemia se mantém controlada”.

Nesse sentido, António Costa disse que o Executivo deve “ter a ambição de reabrir as creches, que são fundamentais para evitar que muitas famílias percam rendimento ou tenham um esfoço acrescido quando estão em teletrabalho”. “Gostaria que no período do praia-campo, as crianças do pré-escolar pudessem voltar a conviver umas com as outras”, acrescentou.

O chefe de Governo defendeu ainda que a Administração Pública deve “dar o exemplo e começar a restabelecer o atendimento presencial nos serviços e a pôr termo à suspensão de prazos procedimentais e processuais”, de forma a transmitir aos cidadãos “a confiança de que” é possível “ir retomando o ritmo de vida normal”.

Reabrir gradualmente o comércio e restauração é outro dos objetivos a que se propõe o Executivo: “Devemos começar pelo pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e exige menos deslocações, que melhor serve a economia local e melhor responde às necessidades mais imediatas dos cidadãos. Depois, podemos avançar para outras lojas de porta para a rua, e havemos de chegar às grandes superfícies. Um grande desafio é os cuidados pessoais, designadamente os cabeleireiros e barbeiros – temos de ter normas específicas de segurança para os profissionais e os utentes, mas temos de criar condições para que durante o mês de maio voltemos a ter esses serviços abertos”.