Em plena pandemia da Covid-19, as obras públicas continuam na zona do Grande Porto, com o objetivo de ajudar a relançar a economia. Por um lado, o projeto de oito milhões de euros do novo pavilhão multiusos, em Vila Nova de Gaia, recebeu luz verde para a construção arrancar em setembro. Por outro, arrancou esta semana a empreitada de requalificação do espaço urbano central de Ílhavo.
No caso do pavilhão multiusos, que está a ser projetado para a zona dos Arcos do Sardão, com uma área bruta de implantação superior a 3.500 metros quadrados, a abertura do concurso foi aprovada em agosto do ano passado, e o projeto voltou esta segunda-feira a ser discutido em sessão camarária, a qual decorreu por videoconferência devido à pandemia de covid-19. Em causa, segundo relata a Lusa, estava a aprovação do relatório do júri, procedimento necessário por se tratar de um concurso internacional, tendo a proposta sido aprovada novamente pelo PS e com a abstenção dos sociais-democratas.
No que respeita à requalificação do espaço urbano central de Ílhavo, os trabalhos também começaram nesta e deverão durar um ano, incluíndo o Jardim Henriqueta Maia. Este projeto, também de acordo com a agência de notícias, insere-se no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Município de Ílhavo (PEDU) e foi adjudicada pelo valor total de 1.482.970 euros, com co-financiamento aprovado em 85% pelo programa Centro 2020.
A identidade histórica do espaço central, que integra a estátua do bispo Manuel Trindade Salgueiro, o monumento de homenagem aos mortos da 1.ª Grande Guerra, a Igreja Matriz e o antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo será preservada nas intervenções previstas no projeto de reabilitação urbana, garante a Câmara de Ílhavo.
De acordo com o projeto, o uso do espaço público terá novas propostas culturais, de lazer e convívio e comerciais. Por outro lado, são reforçadas as áreas de lazer, com o parque infantil e renovado mobiliário urbano e é ampliada a mancha verde e o conjunto arbóreo.
Outra das marcas da intervenção é a redução da área de circulação automóvel, concebendo corredores cicláveis e alargando as áreas pedonais, com ligação preferencial à zona Malhada.
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