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A economia no pós-Covid: fosso entre países ricos do norte e pobres do sul agudiza-se na Europa

Bloomberg
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Autor: Redação

Estará a pandemia do novo coronavírus a dividir (ainda mais) os países europeus, tornando o norte ainda mais rico e o sul ainda mais pobre? É uma pergunta de resposta difícil, mas uma coisa é certa: há nações da União Europeia (UE) e da Zona Euro que estão a sentir mais o impacto da Covid-19 que outras.   

Segundo o Jornal de Negócios, que cita um artigo da Bloomberg, Itália, Espanha e até a França, em certo ponto, ainda se recuperavam da crise da dívida soberana quando o coronavírus chegou, com as contas públicas pressionadas por vários resgates bancários e repetidas recessões, além de sistemas de saúde fragilizados por anos de austeridade. Já o norte dominado pela Alemanha teve mais sucesso em conter infeções e maior poder de fogo orçamental para combater a crise económica.

No final de 2021, o PIB alemão estará 1% abaixo do registado antes da pandemia, segundo previsões da Comissão Europeia de 6 de maio. A economia da Itália, por seu turno, terá encolhido 3,6%, empurrando a dívida para 154% do PIB, exemplifica a agência, salientando que o diferente destino das duas metades da UE reacende o antigo debate sobre se a Itália pode manter a moeda única.