Casas modulares são solução para a crise: o que falta para dar o salto?

Portugal enfrenta uma crise na habitação, agudizada pela falta de oferta disponível. Em resposta a essa escassez, a construção modular apresenta-se como solução promissora, oferecendo uma alternativa rápida e eficiente para ampliar o parque habitacional, face à redução significativa dos prazos de construção e melhor controlo dos custos, por exemplo. No entanto, este novo modelo construtivo debate-se com desafios importantes, como o necessário investimento em infraestruturas e tecnologia, formação e capacitação profissional, ou aperfeiçoamento de regulamentações específicas, tal como explicaram vários especialistas do setor ao idealista/news. O futuro, é certo, passa pela industrialização. Mas que passos falta dar?
Casas construídas em fábrica

“Construção industrializada é solução para a falta de habitação”

A habitação em Portugal precisa de soluções. É preciso construir e reabilitar mais, de forma mais rápida, eficiente e sustentável. Mas para que isso seja possível é necessário que a construção se adapte às novas tecnologias e que haja uma mudança de paradigma sobre a forma de construir. Uma das soluções passa pela “construção industrializada que vai responder à problemática da falta da mão de obra, ao problema dos atrasos sucessivos das empreitadas, à questão da incerteza dos próprios preços e à falta de habitação em Portugal”, garante Daniel Granjo, diretor geral da recém-criada KREAR, em entrevista ao idealista/news.

Tiny houses: o futuro do imobiliário nos grandes centros urbanos?

Num mundo onde o espaço se torna cada vez mais escasso e os custos imobiliários parecem atingir níveis estratosféricos, surge uma tendência que desafia as convenções tradicionais da habitação: as tiny houses, ou minicasas.  Uma tiny house é exatamente o que o nome sugere, uma casa muitas vezes
casas pré-fabricadas

É possível ter a morada fiscal numa caravana ou casa pré-fabricada?

A mudança de paradigma nas famílias, a consciência ambiental, a necessidade ou até mesmo ambições pessoais deram lugar a novas formas de habitar. Às casas tradicionais juntaram-se alternativas para viver, fruto, também, do avanço da tecnologia e industrialização na construção. Nos tempos modernos, há muitas formas de viver, seja em casas modulares, pré-fabricadas, ou até mesmo caravanas/casas móveis. Mas, afinal, será possível ter a morada fiscal nestes tipos de habitação?

Casas pré-fabricadas até 200 mil euros: preços e modelos

As casas modulares ganharam popularidade nos últimos anos como uma solução residencial acessível, sustentável e de construção rápida. Com um orçamento de 200.000 euros é possível comprar uma casa pré-fabricada de qualidade, com um design moderno e todas as comodidades de uma casa tradicional, claro. Neste artigo encontrarás uma seleção de modelos de casas pré-fabricadas até 200.000 euros.

Kyabin: casas pré-fabricadas construídas em apenas 30 dias

O fenómeno das casas modulares chegou para ficar, também, na Península Ibérica, e os números fornecidos por profissionais e empresas líderes do sector corroboram-no. Em 2024, espera-se um crescimento de 20% na fabricação de casas modulares e as projeções indicam que até 2030, por exem
casas de madeira

Nova fábrica em Esposende vai construir três casas de madeira por dia

A Kōzōwood Industries, participada pela promotora imobiliária de luxo, Vanguard Properties, inaugurou uma nova unidade de produção de estruturas em madeira para casas e edifícios, em Esposende. Terá capacidade para construir três moradias por dia. O investimento total de 50 milhões abrange outra unidade de produção que será inaugurada em 2025.
Construção de casas modulares em Portugal

Simplex abrange casas modulares: têm de ter licença ou controlo prévio

As casas pré-fabricadas, tecnicamente designadas como construções modulares, passam a ter de respeitar as normas que existem para as edificações em geral, nomeadamente as previstas no Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU). Significa isto que estão sujeitas a licenciamento ou a outra forma de controlo prévio, consoante as circunstâncias de cada caso em concreto. O simplex dos licenciamentos urbanísticos – a maioria das 26 medidas entram em vigor dia 4 de março, mas algumas já têm efeitos desde 1 de janeiro de 2024 – estipula ainda que os projetos de loteamento para novas construções terão de incluir também áreas destinadas a “habitação pública, de custos controlados ou para arrendamento acessível”.