dos despejos automáticos aos dois meses de incumprimento – resumo 2011
o medo de arrendar a casa levou durante muitos anos os proprietários a mantê-las fechadas a sete chaves. a morosidade dos processos de despejo em tribunal que, em alguns casos, demorava anos, foi um dos factores que levou à paralização do mercado de arrendamento.
rendas com taxa liberatória de 25%
a nova lei do arrendamento prevê a criação de uma taxa liberatória de 25% sobre as rendas de imóveis, o que beneficia os senhorios, do ponto de vista fiscal.
entrevista: “as cidades satélite ficariam devolutas se as pessoas se mudassem novamente para o centro”
antónio machado, secretário-geral da associação dos inquilinos lisbonenses (ail), olha com desconfiança para as mudanças impostas pela “troika” à lei do arrendamento e afirma que o verdadeiro problema da habitação está na justiça.
quem paga rendas baixas tem de provar que é pobre
o governo vai liberalizar o mercado de arrendamento e a proposta que vai discutir este domingo, no conselho de ministros extraordinário, prevê mecanismos de defesa para quem paga rendas mais baixas.
rendas estão “20 a 30% acima do valor de mercado”, alertam mediadores
o presidente da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip), luís lima, considera que há “muito mais procura” de casas para arrendar que oferta, “o que faz com que o proprietário saiba, de antemão, que pode colocar a renda acima do valor do mercado caso ache
apemip insiste na adopção de taxa liberatória para o arrendamento urbano
os portugueses estão a optar cada vez mais pelo mercado de arrendamento, mas a oferta ainda não é suficiente.
frança proíbe despejos de 31 de outubro a 15 de março
segundo uma lei de 1954, frança vai proibir os despejos durante o período de “trégua invernal” que começa na noite de 31 de outubro e termina no próximo dia 15 de março.
troika: o que muda na habitação até ao fim de setembro
até ao final de setembro, o governo vai ter de se desdobrar para conseguir aplicar um total de 80 medidas exigidas pela "troika". nas contas do jornal i, será preciso aplicar duas medidas e meia por dia para conseguir chegar ao fim desta maratona de austeridade e contenção sem nenhuma "baixa".
arrendamento: o que fazer com as rendas antigas?
já se sabe que o sector imobiliário vai mexer. as medidas impostas pela “troika” assim o ditam e o novo executivo terá mesmo de fazer, até ao final do ano, sérias mudanças à lei do arrendamento. um dos temas mais sensíveis neste sector é a questão das rendas antigas e da sua actualização.
imobiliário: o que vai mudar até ao final do ano?
o ministério das finanças publicou ontem uma lista com 209 medidas que terão de ser aplicadas até ao final do ano, e que vão no sentido do cumprimento do acordo celebrado com a “troika”. no que respeita ao sector imobiliário, há prazos apertados para fazer cumprir uma série de alterações.
medidas da “troika” beneficiam o mercado imobiliário?
os profissionais do sector dizem que sim, mas através do arrendamento e não das vendas de casas.
herdar casas arrendadas tem os dias contados
em caso de morte do inquilino, o cônjuge que lhe sobreviva ou os filhos menores, estudantes ou deficientes que com ele vivam podem vir a perder o direito a manter-se no imóvel, sendo obrigados a desocupar a habitação ou passando a suportar uma renda a valores actuais de mercadosegundo o jornal de ne
falta de pagamento de renda dá despejo por notário?
os notários querem poder fazer despejos por falta de pagamento da renda, revela o correio da manhã (cm).
“troika”: o que vai mudar no imobiliário?
o governo e a "troika" (equipa do fmi, bce e ce) apresentaram ontem as medidas que o país terá de adoptar para fazer face à grave crise económica e financeira que enfrenta e que levaram josé sócrates a pedir ajuda externa.