o novo regime das rendas, ontem aprovado pelo governo, e que vai agora seguir para a assembleia da república, deverá entrar em vigor em finais de abril, inícios de maio de 2012.
o medo de arrendar a casa levou durante muitos anos os proprietários a mantê-las fechadas a sete chaves. a morosidade dos processos de despejo em tribunal que, em alguns casos, demorava anos, foi um dos factores que levou à paralização do mercado de arrendamento.
a nova lei do arrendamento prevê a criação de uma taxa liberatória de 25% sobre as rendas de imóveis, o que beneficia os senhorios, do ponto de vista fiscal.
antónio machado, secretário-geral da associação dos inquilinos lisbonenses (ail), olha com desconfiança para as mudanças impostas pela “troika” à lei do arrendamento e afirma que o verdadeiro problema da habitação está na justiça.
o governo vai liberalizar o mercado de arrendamento e a proposta que vai discutir este domingo, no conselho de ministros extraordinário, prevê mecanismos de defesa para quem paga rendas mais baixas.
o presidente da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip), luís lima, considera que há “muito mais procura” de casas para arrendar que oferta, “o que faz com que o proprietário saiba, de antemão, que pode colocar a renda acima do valor do mercado caso ache
segundo uma lei de 1954, frança vai proibir os despejos durante o período de “trégua invernal” que começa na noite de 31 de outubro e termina no próximo dia 15 de março.
até ao final de setembro, o governo vai ter de se desdobrar para conseguir aplicar um total de 80 medidas exigidas pela "troika". nas contas do jornal i, será preciso aplicar duas medidas e meia por dia para conseguir chegar ao fim desta maratona de austeridade e contenção sem nenhuma "baixa".
já se sabe que o sector imobiliário vai mexer. as medidas impostas pela “troika” assim o ditam e o novo executivo terá mesmo de fazer, até ao final do ano, sérias mudanças à lei do arrendamento. um dos temas mais sensíveis neste sector é a questão das rendas antigas e da sua actualização.
o ministério das finanças publicou ontem uma lista com 209 medidas que terão de ser aplicadas até ao final do ano, e que vão no sentido do cumprimento do acordo celebrado com a “troika”. no que respeita ao sector imobiliário, há prazos apertados para fazer cumprir uma série de alterações.
em caso de morte do inquilino, o cônjuge que lhe sobreviva ou os filhos menores, estudantes ou deficientes que com ele vivam podem vir a perder o direito a manter-se no imóvel, sendo obrigados a desocupar a habitação ou passando a suportar uma renda a valores actuais de mercadosegundo o jornal de ne
o governo e a "troika" (equipa do fmi, bce e ce) apresentaram ontem as medidas que o país terá de adoptar para fazer face à grave crise económica e financeira que enfrenta e que levaram josé sócrates a pedir ajuda externa.
Recebe os nossos artigos mais recentes no seu endereço eletrónicoSubscrever