Crédito malparado caiu dez vezes em Portugal na última década
Portugal encerrou 2025 com um stock de crédito em incumprimento/malparado (NPL – Non-Performing Loans) de 4.100 milhões de euros, um valor cerca de dez vezes inferior aos 42.100 milhões de euros registados dez anos antes, no final de 2015. Os dados, divulgados em comunicado esta quarta-feira (1 de abril de 2026) pela Prime Yield, que os analisou com base na informação da European Banking Authority (EBA), confirmam uma década consecutiva de desalavancagem do sistema financeiro nacional.
“A viragem de página desta crise poderá ser mais rápida do que a que se iniciou em 2008”
A pandemia do novo coronavírus está – e vai continuar – a deixar marcas na economia portuguesa e mundial, com consequência direta também no setor imobiliário. Mas os efeitos desta crise não serão tão impactantes como outras, considera Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield, parte da Gloval: “De forma geral, acredito que a viragem de página desta crise poderá ser mais rápida do que a que se iniciou em 2008”.
Venda de crédito malparado em Portugal bate recordes e 2020 promete ser “outro ano dinâmico”
Agora é oficial: a venda de crédito malparado – negócios de Non-Performing Loans (NPL) – em Portugal atingiu em 2019 um valor recorde, 8.000 milhões de euros. Quer isto dizer que os bancos estão a conseguir desfazer-se dos seus ativos mais problemáticos. Uma tendência que se deve manter este ano, já que o país “continua a ter um dos rácios de NPL mais elevados da Europa”, diz Nelson Rêgo, diretor geral da Prime Yield e responsável pelos serviços de avaliação de portefólios da Gloval.
Venda de crédito malparado em Portugal em vias de atingir novo recorde: 8.000 milhões
A venda de carteiras de crédito malparado – Non-Performing Loans (NPL na sigla inglesa) – está ao rubro na Península Ibérica, devendo atingir os 28.000 milhões de euros este ano. Portugal deverá voltar a transacionar em máximos, atingindo vendas de 8.000 milhões, um valor recorde.
“Admitimos que a curto prazo serão constituídas em Portugal sete SIGI”
Vários intervenientes do setor reclamaram durante muito tempo a criação em Portugal da versão lusa dos REIT. E as SIGI sairam mesmo do papel. Em entrevista ao idealista/news, Nelson Rêgo, diretor geral da Prime Yield, revela que podem ser constituídas a curto prazo em Portugal sete SIGI.
“Segmento de escritórios é o que tem estado mais em cima da mesa dos investidores"
Portugal está na mira dos investidores estrangeiros. Uma tendência que se deve manter. “O segmento de escritórios é aquele que tem estado mais em cima da mesa aquando das opções de investimento”, diz Nelson Rêgo, diretor geral da Prime Yield, ao idealista/news.
Imobiliário comercial: grande procura leva a forte quebra das yield prime dos ativos de retail em Portugal
O mercado português de imobiliário comercial acentuou a tendência de descida das yield prime (taxa de capitalização), no primeiro semestre deste ano, em todos os setores. Já as rendas prime mantiveram-se inalteradas, com a exceção dos centros comerciais em Lisboa, que evidenciam uma subida neste trimestre, de acordo com o último Relatório de Rendas & Yields da consultora imobiliária global CBRE.
10 anos de imobiliário residencial à lupa. Sabes o que mudou na habitação desde 2005?
Os preços das casas na Grande Lisboa e no Grande Porto subiram 4,4% e 2,8%, respetivamente, face a 2005. Esta é uma das conclusões do estudo “O Mercado Habitacional em Portugal 2005-2015”, que foi apresentado ontem em Lisboa.