Risco de pobreza em Portugal afeta cinco vezes mais os desempegados
Em 2022, 17% das pessoas residentes em Portugal estavam em risco de pobreza, tendo a taxa de risco de pobreza para a população desempregada ascendido a 46,7%, significativamente superior à da população empregada, que foi de 10%. Significa, então, que o risco de pobreza entre os desempregados foi cinco vezes o dos empregados. Em causa estão dados divulgados esta terça-feira (20 de fevereiro de 2024) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Poupanças vão ajudar a reduzir despesas com o crédito da casa em 2024
Um ponto de viragem na economia portuguesa está a surgir no horizonte. Depois das famílias terem enfrentado uma elevada inflação, redução do poder de compra e altos juros, tudo indica que o próximo ano dará maior estabilidade aos orçamentos familiares. Isto porque a recente redução da inflação, a par da dinâmica do emprego e dos salários, vão contribuir para elevar o rendimento real das famílias. E também as taxas Euribor já estão a dar sinais de descida, embora que ligeiros, permanecendo, ainda assim, em níveis elevados. Por tudo isto, o Banco de Portugal (BdP) antecipa que as poupanças das famílias vão subir de 6,4% este ano para 8,4% já em 2024. Mas, com estas poupanças, as famílias endividadas deverão “reduzir mais expressivamente as suas despesas” com o crédito habitação.
Crédito habitação: famílias mais jovens têm maiores taxas de esforço
Há dois anos, o universo do crédito habitação era bem diferente. As taxas de juro estavam nos níveis mais baixos de que há registo. E as famílias tinham maior poder de compra, uma vez que não estava pressionado pela alta inflação que se instalou a partir de 2022. Mas nem por isso deixou de haver famílias em dificuldades. Fazendo um retrato ao país, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que já em 2021, 20% dos mutuários com taxas de esforço mais elevadas utilizavam mais de um quinto do rendimento para fazer face às prestações da casa. E, na altura, as famílias mais jovens já apresentavam taxas de esforço superiores à dos mutuários dos restantes escalões etários.
Portugal é o 3.º país do mundo onde é mais difícil comprar casa
O acesso à habitação está a deteriorar-se em Portugal. Além da falta de casas disponíveis no mercado para uma elevada procura, que tem elevado os preços da habitação, o país depara-se agora com um poder de compra pressionado pela inflação e ainda pelas taxas de juros elevadas nos créditos habitação. Este cenário levou Portugal a ser considerado o terceiro país no mundo onde é mais difícil comprar casa num estudo que analisa os mercados de 56 países.
Abono de família passa a ser automático em abril de 2024
A ministra do Trabalho disse esta quarta-feira (11 de outubro de 2023) que a partir de abril de 2024 a atribuição do abono de família vai passar a ser automática, deixando de ser necessário os pais pedirem esta prestação à Segurança Social.
Carga fiscal na classe média em Portugal é das mais baixas da UE
A carga fiscal na classe média em Portugal é das mais baixas da União Europeia (UE). Uma tendência que se verifica também no nível dos rendimentos – Portugal encontra-se no 11º lugar entre os 27 Estados-membros. Em causa estão dados que constam num estudo publicado pelo instituto alemão Ifo.
Trabalhar só nas férias? Sabe como declarar rendimentos às Finanças
O verão está aí e muitos estudantes aproveitam para trabalhar nas férias para ganhar um rendimento extra. Mas muitas vezes não têm contratos de trabalho. A boa notícia é que podem declarar os rendimentos recebidos durante o verão às Finanças de forma fácil e prática através de um ato isolado.
Comprar casa nos EUA? Faltam 320 mil habitações acessíveis no mercado
Encontrar uma casa para comprar a preços acessíveis está cada vez mais difícil nos EUA. Do outro lado do Atlântico, tal como em Portugal, há um desequilíbrio entre salários e os preços das casas. E com os juros no crédito habitação a subir tem-se tornado cada vez mais difícil comprar casa a preços acessíveis nos EUA. Estima-se que faltem cerca de 320 mil habitações a preços que as famílias de classe média possam pagar.
Comprar casa? São precisos mais 2 anos de salários face a 2019
O acesso à habitação está a agravar-se em Portugal, sobretudo, desde 2019. São precisos cada vez mais anos de salários para comprar casa no nosso país, num momento em que os preços das habitações não param de crescer e os rendimentos, contudo, não sobem ao mesmo ritmo e estão pressionados pela alta inflação. Em 2022, passaram a ser precisos 9,6 anos de rendimento disponível per capita para comprar uma casa de 100 metros quadrados (m2), mais quase um ano que em 2021 e cerca de mais dois anos face a 2019.
"Mercado intermédio está esquecido e é a solução para a habitação"
A habitação anda nas bocas do mundo e, hoje mesmo, o programa Mais Habitação vai estar no centro da agenda do país, ao ser discutido no Parlamento. Desenhado pelo Governo socialista de António Costa, foi apresentado, em março, como a solução para resolver a crise habitacional que se vive em Portugal, mas tem sido, desde então, alvo de fortes críticas e ataques a vários níveis, por parte de autarcas, players do mercado imobiliário, investidores, economistas e outros especialistas em habitação.
Quantos anos é preciso trabalhar para ganhar um milhão de euros?
Os residentes na Suíça precisam “apenas” de 15 anos e três meses para ganhar um milhão de euros, bem mais, por exemplo, que os cidadãos portugueses (83 anos e sete meses). Em causa está um estudo da Picodi que se baseou na soma de todos os rendimentos líquidos, em média, recebidos por um funcionário.
Descida de IRS nas rendas? Só para novos contratos ou renovações
Para aumentar a oferta de casas no mercado de arrendamento, o Governo de António Costa colocou em cima da mesa uma série de medidas com o Mais Habitação. E uma delas diz respeito ao desagravamento fiscal para todos os que coloquem casas para arrendar.
Juros e inflação: portugueses descontentes com situação financeira
O contexto económico mudou – e muito – em 2022. Os portugueses viram o poder de compra a encolher, por via da alta inflação, e o acesso à habitação ainda mais dificultado, devido à subida das rendas, dos preços das casas e dos juros no crédito habitação. Como os rendimentos não sobem ao ritmo da inflação, os portugueses sentiram a sua situação financeira piorar. E, agora, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que mais de um em cada três portugueses está insatisfeito com as suas finanças pessoais.
Salários em Lisboa são superiores aos do Porto: descobre as diferenças
Os salários pagos pelas empresas aos trabalhadores variam muito consoante a localização da empresa. E o fosso existente entre as duas maiores cidades portuguesas é grande, com os trabalhadores de Lisboa a ganharem bem mais que os do Porto nas carreiras até cinco anos, entre seis a dez anos e com mais de dez anos. Era assim em 2019, antes da pandemia, e o cenário mantém-se agora, em 2023, tendo a diferença até aumentado em alguns casos.
Um em cada cinco arquitetos recebe perto ou abaixo do salário mínimo
Um em cada cinco arquitetos portugueses tem um rendimento líquido aproximado do salário mínimo nacional, revela um inquérito do Observatório da Profissão, segundo o qual, há mais precariedade laboral na função pública do que no setor privado.
Trata-se da primeira iniciativa pública daquele organism
Governo prepara novo apoio à renda para quem perde rendimentos
O Governo estará a preparar um “mecanismo permanente de apoio à renda” para famílias com quebras de rendimentos. A medida vai fazer parte do novo pacote legislativo sobre habitação que será aprovado em Conselho de Ministros na próxima quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023.
Salários Vs inflação – impacto do aumento no poder de compra por país
Na Alemanha, o salário mínimo subiu 22,2% este ano para 1.981 euros por mês, tendo a inflação aumentando para um valor entre os 8% e 9%. A diferença, cerca de 14%, é a maior, de longe, entre 20 países da União Europeia (UE), o que resulta num ganho de poder de compra considerável face a outras nações. Portugal, por exemplo, encontra-se abaixo da média da UE, já em terreno negativo, com as pessoas a sentirem mais no orçamento o aumento do custo de vida.
Salário médio subiu 65,6% em quase 50 anos – mas só 3,1% desde 2010
Em quase 50 anos, entre 1973 e 2021, o salário médio em Portugal aumentou 65,6% em termos reais. Uma subida que perdeu fôlego, no entanto, mais recentemente, a partir de 2010: nos últimos 11 anos, entre 2010 e 2021, o ganho acumulado não vai além dos 3,1%.
Rendimento dos portugueses está a subir – mas continua na cauda da UE
O rendimento disponível médio dos portugueses, em paridade de poder de compra, está a subir, tendo aumentado em 2021 para 12.404 PPS (unidades de paridade de poder de compra), revelou esta sexta-feira (13 de outubro de 2023) o Eurostat. Trata-se, no entanto, de um valor que está bem abaixo da média da União Europeia (UE): 18.019 PPS.
Arrendar ou comprar casa? Renda pesa mais no salário do que prestação
O ano de 2023 já arrancou e para muitas famílias é um ano de recomeços, um ano em que decidiram procurar uma nova casa para morar. E aqui há uma escolha a fazer: será melhor arrendar casa ou avançar para a compra de uma habitação? A pesar na decisão está o estilo de vida do agregado, bem como as poupanças disponíveis. E há ainda outro fator a colocar na balança: a taxa de esforço. Isto porque importa saber que, em Portugal, a renda da casa pesa muito mais no salário (54%) do que a prestação da casa (41%), de acordo com os dados do idealista relativos ao verão de 2022.
O que muda nos salários e pensões em 2023
Adeus 2022, olá 2023. O Ano Novo traz mudanças nos salários e pensões em Portugal, com aumentos que, contudo, não deverão compensar a subida do custo de vida, que disparou com o escalar da taxa de inflação – em dezembro terá sido de 9,6%, segundo a mais recente estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE). Eis algumas das alterações que entrarão em vigor já a partir de janeiro.
Salários em Portugal: rendimento médio é inferior a 20.000 euros/ano
O salário médio anual das pessoas empregadas na União Europeia (UE) a tempo inteiro foi de 33.500 euros brutos em 2021. Trata-se de um valor bem mais elevado face ao registado em Portugal (19.301 euros), que se encontra no 17º lugar da tabela. Em causa estão dados divulgados recentemente pelo Eurostat.
Rendimento disponível real das famílias cai nos 2º e 3º trimestres
O rendimento disponível real das famílias diminuiu no segundo e no terceiro trimestres deste ano, refletindo o aumento da inflação sem uma contrapartida equivalente no rendimento nominal das famílias, indicou esta sexta-feira (23 de dezembro de 2022) o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Subida de juros "abranda significativamente" compra de casa em 2022
As taxas de juro nos créditos habitação estão a subir a toda a velocidade em 2022. E este fator aliado ao aumento da inflação em Portugal – fixou-se em 9,9% em novembro -, tem um impacto direto na compra de casas no país. Segundo as estimativas do Banco de Portugal (BdP), o investimento em habitação “abranda significativamente em 2022” e vai reduzir em 2023. Mas entre 2024 e 2025, é esperado um aumento da compra de casas, associado à subida do rendimento das famílias portuguesas, bem como à maior procura de casas por estrangeiros.
Crédito a taxa variável: famílias com menores salários pesam 8%
O governador do Banco de Portugal disse na sexta-feira, dia 16 de dezembro, que o impacto do aumento das taxas de juro nas famílias de menores rendimentos pode ser “um certo mito”, dado que representam apenas 8% das famílias com crédito a taxa variável.