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Turismo no interior com maior procura que em 2019, assegura Governo

Pandemia da Covid-19 está a fazer com que muitos portugueses façam férias “cá dentro”.

Bruno Mira on Unsplash
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Autor: Redação

O turismo no interior tem registado uma maior procura em relação a 2019, devido à pandemia da Covid-19, afirmou esta terça-feira (4 de agosto de 2020) a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Em contraciclo com os indicadores nacionais, o turismo no interior tem registado “uma procura muito relevante, ultrapassando os valores registados no ano passado”, disse.

Segundo a governante, que falava à Lusa à margem de uma cerimónia em Coimbra, a procura turística, a nível nacional, diminuiu no contexto da pandemia, mas registam-se aumentos na procura do turismo da natureza, seja no Minho, Trás-os-Montes, Centro ou Alentejo. “As áreas mais fustigadas são Algarve, ilhas, as duas grandes cidades – Porto e Lisboa – e Évora”, acrescentou.

Apesar disso, Rita Marques realçou que os portugueses estão “a aceitar o desafio de viajar no território nacional”, tendo-se registando um crescendo da procura do turista interno durante este ano.

A secretária de Estado, que também marcou presença numa sessão de assinatura de contratos de projeto de autocaravanismo, salientou a necessidade de “criar condições para Portugal ser líder neste setor de atividade”, até porque “o autocaravanismo é uma tendência mundial”.

Nesse sentido, Rita Marques adiantou que Portugal está a trabalhar para criar mais infraestruturas e para desenvolver uma plataforma que permita reservas de noites em locais autorizados para o aparcamento de autocaravanas.

10 projetos de Turismo Acessível aprovados 

Entretanto, o Governo revelou, em comunicado, que foi aprovado o financiamento de 10 projetos de Turismo Acessível, no âmbito do 2.º aviso do Programa Valorizar, com um incentivo que ultrapassa os 1,4 milhões de euros para um investimento global de mais de 2,8 milhões de euros.

“No total, o 2.º aviso do Valorizar recebeu 352 candidaturas, das quais 85 foram já aprovadas (24%). Em relação ao Turismo Acessível, foram submetidas 29 candidaturas, das quais 10 foram eleitas para atribuição de financiamento (34%). A taxa de apoio no Turismo Acessível é, assim, superior à taxa global de candidaturas aprovadas no programa”, lê-se na nota.

De acordo com o Executivo, os projetos aprovados são dinamizados por entidades públicas e privadas, destacando-se no primeiro grupo as autarquias, sempre em estreita articulação com as Entidades Regionais de Turismo. Foram assinados os contratos entre o Turismo de Portugal e os promotores dos seguintes projetos:

  • Criação de Suportes Acessíveis e Inclusivos da Informação Turística do Município de Albergaria-a-Velha;
  • Bombarral4all, Município do Bombarral;
  • Algarve for All – Promoção e Desenvolvimento do Turismo Acessível, Região de Turismo do Algarve;
  • Praia Del Rey Mais Acessível – Praia e Percursos Pedestres, Junta Freguesia da Amoreira, Município de Óbidos;
  • Bom Sucesso +Acessível | Praia e Percursos Pedestres, Junta Freguesia do Vau, Município de Óbidos;
  • Transporte Acessível para Todos, Tourismforall Unipessoal);
  • Museu da Ciência – Criação de Acessibilidades ao Turista, Universidade de Coimbra

O Programa Valorizar foi criado em 2016 com o objetivo de promover a contínua qualificação do destino turístico Portugal, através, nomeadamente, da regeneração e reabilitação dos espaços públicos com interesse para o turismo e da valorização do património cultural e natural do país, promovendo, de igual modo, condições para a desconcentração da procura, para a redução da sazonalidade e, assim, para a crescente criação de valor e de emprego. 

Trata-se de ium programa dinamizado pelo Turismo de Portugal, IP que já financiou mais de 700 projetos, envolvendo um investimento de 155 milhões de euros e um incentivo de superior a 100 milhões de euros.