Região do Douro escolhida para Cidade Europeia do Vinho 2023

Candidatura foi apresentada pela Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), que integra as 19 autarquias da região.
Cidade Europeia do Vinho 2023
Andrew Mcleod no Pexels
Lusa
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A região do Douro foi escolhida, em Bruxelas, para Cidade Europeia do Vinho 2023, uma conquista considerada "um grande e merecido prémio para a região" pelo autarca de Peso da Régua, José Manuel Gonçalves. A cidade já tinha tentado o título em 2018 e dessa experiência resultou uma candidatura de âmbito regional, que envolveu os diferentes agentes do Douro e que saiu vencedora.

A candidatura “Douro All Around” foi apresentada pela Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), que integra as 19 autarquias da região.

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“É um grande prémio para a região, um prémio merecido e que nos vai ajudar também àquilo que tem sido o trabalho da Comunidade Intermunicipal (do Douro), que é cada vez ter mais preocupação com aquilo que é o nosso desenvolvimento económico, a sustentabilidade de todo o território”, disse o autarca à Lusa.

Enquanto Cidade Europeia do Vinho 2023 o Douro Património da Humanidade será, segundo os promotores da candidatura, “uma referência europeia no vinho, na vinha, na cultura e na celebração harmoniosa da natureza e obra secular realizada por gerações de durienses”. O autarca explicou à Lusa que “vai haver agora um período de preparação, de consolidação de projetos, e em 2023 é que vai ser o ano pleno da candidatura”.

“Acima de tudo vai haver um conjunto diversificado de atividades que agora vão ser consolidadas em projetos mais efetivos”, sustentou.

“Levar o mundo até ao Douro”

Para desenvolver estas atividades, o presidente de Peso da Régua salientou que o Douro tem a expectativa de poder “ter um financiamento acrescido” por parte de entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e do Turismo.

"Esperamos que o ano de 2023 seja um ano muito favorável para toda a região do Douro, na nossa afirmação, mas acima de tudo na valorização daquilo que é o nosso vinho, daquilo que é o nosso território, é isso que é importante, é valorizarmos para podermos garantir a sustentabilidade futura”, apontou.

As dificuldades do território, nomeadamente dos produtores, também estão presentes e, depois do título alcançado, a expectativa é de conseguir “levar o mundo até ao Douro”. “Este é nosso lema cada vez mais presente, no sentido de sentirem aquilo que são as dificuldades que nós temos para manter este Património da Humanidade”, afirmou.

Douro
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A aprovação da candidatura, com o lema “All Aroud Wine, All Around Douro”, chega numa altura em que o Douro comemora 20 anos da elevação a Património da Humanidade e em que a preocupação local é “garantir que as gerações futuras recebam este Património da Humanidade em condições de sustentabilidade”.

Na defesa da candidatura, o presidente da Câmara de Peso da Régua defendeu que este “é um dos maiores desafios coletivos que o Douro já assumiu em toda a sua história, materializando o desejo e o pulsar de toda uma região”.

No processo juntaram-se os municípios integrados na Associação da região vitivinícola demarcada e regulamentada mais antiga do mundo, a todas as 19 autarquias que constituem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro.

“Com esta vitória acalentamos o desejo legítimo de que o Douro, um grande contribuinte das exportações nacionais, faça do vinho e da vinha uma alavanca concreta e real para o desenvolvimento da sua economia e riqueza de quem aqui vive e trabalha”, enfatizou o autarca da Régua.

Os 19 autarcas da CIMDouro garantem estar “preparados para dar corpo” ao título alcançado, “juntamente com as entidades locais e regionais e todos os 22 mil produtores”.

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