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Juros do crédito à habitação e rendas deixam de ser dedutíveis no IRS

Gtres
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Autor: Redação

Os juros do crédito à habitação e as rendas deverão deixar de dar direito a desconto no IRS já no próximo ano. Ou seja, quem tem estas despesas fica prejudicado e arrisca-se a pagar mais IRS em 2015.

De acordo com o Jornal de Negócios, que teve acesso à proposta de reforma do IRS – pode estar ainda sujeita a algumas mudanças – este diploma vem acelerar o fim destas deduções à coleta. Os juros dos empréstimos à habitação tinham morte anunciada para 2016 e o seu peso no IRS tem vindo a descer progressivamente. A ideia era que a dedução à coleta se extinguisse daqui a dois anos. Já no caso da dedução das rendas no IRS, também estava prevista terminar, mas só em 2017. 

Na proposta de alteração ao Código do IRS, o Governo decretou-lhes o fim já em 2015. Nas mexidas nas deduções à coleta que o Executivo faz, só dois tipos de despesas se mantêm enquanto deduções à coleta autónomas: as despesas de saúde, cuja dedução sobe de 10% para 15%, e as pensões de alimentos. As restantes - nomeadamente educação, encargos com imóveis e encargos com lares - são extintas.

Paralelamente a ideia é criar um grupo de “despesas gerais familiares”, nas quais podem ser deduzidos 40% do valor de qualquer compra de bem ou serviço que seja comunicado às Finanças ao abrigo das regras do e-factura.