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Hora de renegociares o teu crédito à habitação?

Autor: Redação

As Euribor em terreno negativo têm feito com que a tua prestação da casa esteja mais baixa do que nunca, mas poderás ter a possibilidade de poupares ainda muito mais, sobretudo se tiveres contratos firmados entre 2011 e 2015. Para isso, terás de renegociar com o teu banco ou até mudares o empréstimo para outra instituição, aproveitando a guerra que há atualmente no mercado do crédito à habitação em Portugal.

Se tens um 'spread' em torno de 3,5%, a redução da fatura pode chegar aos 60.000 euros ao longo da vida do empréstimo, segundo os cálculos do Jornal Económico, tendo em consideração que os bancos portugueses têm vindo a reduzir 'spreads' de forma consistente no último ano e a entrada de novos 'players' no mercado, como o Bankinter, que oferece condições promocionais para quem queira transferir o crédito à habitação.

Spreads muito mais baratos

João Morais Barbosa, administrador da Reorganiza, empresa especializada na intermediação de créditos, conta ao semanário que "nos últimos dois meses recebemos mais de 5.000 pedidos de renegociação de crédito à habitação e as taxas de sucesso têm sido muito interessantes".

O especialista, citado, explica que "os bancos querem conceder mais crédito e começam pelos créditos com mais garantias (e consequentemente menos risco). O 'spread' médio não costuma passar os 1,5%". Ora, entre o final de 2011 e 2015, a banca nacional deixou de praticar 'spreads' mínimos inferiores a 2%, com alguns bancos a atingirem mesmo os 4% para os melhores clientes.

João Barbosa garante que, dependendo do cliente e do banco, hoje é mesmo chegar a valores perto de 1%, ainda que com condições muito exigentes, como um reduzido 'loan-to-value' (percentagem do empréstimo face ao valor de aquisição do imóvel). 

Mudar de banco

Caso o teu banco se mostre pouco disponível para rever as condições do seu crédito, tens sempre a opção de procurar na concorrência. "Os bancos estão recetivos e é possível poupar muito dinheiro transferindo um crédito para outra instituição".

Na pior das hipóteses, avisa o Jornal Económico, terás de suportar os custos de amortização antecipada do seu empréstimo, ou seja, 0,5% do total para créditos a taxa variável, além de algumas comissões iniciais. 

Mas se decidires ir por este caminho, ao analisares a oferta da concorrência tem em atenção outro tipo de custos, como seguros e a necessidade de subscrever outros produtos para reduzir o valor do 'spread'. Deverás olhar sempre para a TAER, a taxa que permite comparar os custos totais de um empréstimo, nomeadamente aqueles que resultam da subscrição de produtos adicionais.