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Crédito à habitação: Euribor em novos mínimos e prestação a descer

Autor: Redação

Boas notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. As taxas Euribor, usadas em Portugal para efeitos de crédito à habitação, continuam em queda e a atingir mínimos históricos, o que faz com que a prestação a pagar ao banco esteja a cair para muitos portugueses.

Segundo a Lusa, as taxas Euribor caíram esta segunda-feira (30 de maio) para valores mínimos a três, seis e nove meses e mantiveram-se a 12 meses em relação a sexta-feira.

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, foi fixada em -0,261%, menos 0,1 pontos base face a sexta-feira. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada no país – entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de novembro de 2015 –, desceu para 0,151%, menos 0,2 pontos base face a sexta-feira. Também a Euribor a nove meses caiu para -0,084%, atual mínimo registado pela primeira vez em 10 de março.

A descida das taxas Euribor, que são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário, acontece numa altura em que o Banco Central Europeu (BCE) está a reforçar o programa de compras de ativos, para impulsionar a inflação e o crescimento económico.

Na prática, as famílias que tiverem a revisão do empréstimo agendada para o próximo mês verão a prestação descer mais uma vez. Uma tendência, de resto, que se tem verificado nos últimos meses. Para algumas famílias a boa notícia pode ser ainda melhor, já que o indexante a três meses completa, em maio, um ano de médias negativas. Ou seja, alguns agregados caminham agora para um segundo ano a beneficiar de taxas negativas no valor da prestação.

Maio de 2015 foi o primeiro mês em que a Euribor a três meses completou uma média mensal negativa. Terminou esse mês com uma média de -0,01%. E, desde então, nunca mais voltou a situar-se acima de zero. Deste modo, todos os 42,3% de contratos indexados à Euribor a três meses – serão cerca de 676.000 famílias – usufruíram do “desconto” do indexante negativo ao valor do spread, escreve a agência de notícias.

Prestação a descer

Feitas as contas, e tendo como cenário um crédito de 100.000 euros, a 30 anos, com um spread de 0,7% e indexado à Euribor a três meses, a prestação a pagar será de 296,70 euros, menos 1,06% que atualmente.

Tendo em conta os mesmos pressupostos, mas nos contratos associados à Euribor a seis meses, a mensalidade a pagar no próximo mês será de 301,65 euros, uma redução de quase 2% face aos 307,42 euros atuais.

No caso da Euribor a 12 meses, a prestação a pagar será de 307,51 euros, menos 2,53% que há um ano.