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Vais pedir dinheiro ao banco para comprar casa? Fica a saber o que muda a partir de janeiro

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Autor: Redação

Ano novo, vida nova. Pelo menos para quem precisa de pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. Estás baralhado? Fica então a saber que a partir de janeiro a Ficha de Informação Normalizada (FIN), o documento que os bancos são obrigados a entregar sempre que é pedida uma simulação de crédito à habitação, será substituída pela Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE). Por outro lado, a TAER acaba e passa a chamar-se TAEG.

Vamos por partes. É na FIN – futura FINE – que se encontra discriminado o spread e todas as taxas a pagar ao banco no caso, por exemplo, do spread ser mais baixo, escreve o Expresso. Segundo a publicação, muitas vezes, o spread baixo sai mais caro no final do ano do que um spread um pouco mais alto mas com menos serviços associados.

A nova FINE passa a ser, desta forma, um documento igual em toda a Europa. E tem mais informação que a FIN. É crucial, no entanto, ler bem a FINE, mesmo as letras pequeninas, aconselha o semanário, frisando que o cliente, ao receber a FINE dos bancos que consultar, poderá mais facilmente comparar o que estes lhe oferecem.

Na prática, o cliente deve receber uma FINE sempre que faz a simulação do crédito à habitação. Eis o que deve constar neste documento:

  • • Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG)
  • Taxa Anual Nominal (TAN) aplicável ao empréstimo de acordo com o tipo de taxa de juro (taxa fixa, variável ou mista)
  • Comissões, despesas, seguros exigidos e outros custos
  • Montante do Empréstimo e Montante Total a Reembolsar (MTIC)
  • Periodicidade e montante das prestações
  • Informação sobre os produtos e serviços financeiros contratados, como vendas associadas facultativas, se aplicável

Uma nota: a TAER, que inclui todas as despesas e não apenas o spread, é eliminada e passa a chamar-se TAEG, tendo agora – a TAEG – mais informação detalhada sobre o que vai realmente pagar o cliente se assumir o empréstimo. Ou seja, o crédito à habitação – e também ao consumo – passa a ser definido pela TAEG.