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Avaliação bancária de casas dispara para 1.144 euros por m2 – um valor recorde em plena pandemia

Em novembro, o valor mediano de avaliação bancária subiu 1,1% face a outubro e 6,3% face ao mesmo mês do ano passado.

LittleVisuals por Pixabay
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Autor: Redação

O valor mediano de avaliação bancária em Portugal, realizada no âmbito de pedidos de crédito à habitação, tem vindo a subir ao longo do ano, ou seja, em plena pandemia da Covid-19. Em novembro, fixou-se em 1.144 euros por metro quadrado (m2), mais 13 euros (1,1%) que em outubro e mais 68 euros (6,3%) que no mesmo mês do ano passado. Trata-se, de resto, de um novo máximo. Os dados divulgados esta terça-feira (29 de dezembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram ainda que o “número
de avaliações bancárias
consideradas ascendeu a cerca de 27 mil, mais 8,2% que no mesmo período do ano anterior”. 

Segundo o INE, o maior aumento em cadeia – em novembro face a outubro – do valor mediano de avaliação bancária registou-se na Região Autónoma dos Açores (1,1%), tendo a única redução sido observada na Região Autónoma da Madeira (-0,1%). Em termos homólogos, a variação mais intensa aconteceu no Algarve (7,3%) enquanto a menor teve lugar na Região Autónoma da Madeira (2,5%).

No caso dos apartamentos, em novembro, o valor mediano de avaliação bancária foi 1.252 euros por m2, mais 7,1% que no mesmo mês do ano passado. 

“O valor mais elevado foi observado no Algarve (1.552 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (855 euros por m2). O Norte apresentou o crescimento mais expressivo (8,4%) e o Centro o menor (2,7%). Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1%, tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado a maior subida (4,6%) e a Região Autónoma da Madeira a descida mais acentuada (-0,3%). O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu 14 euros, para 1.269 euros por m2, tendo os T3 subido 9 euros, para 1.136 euros por m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,4% das avaliações de apartamentos realizadas em novembro”, conclui o INE. 

No que diz respeito às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 954 euros por m2 em novembro, o que representa uma subida de 4,6% face ao mesmo mês do ano passado.

“Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.594 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.555 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (796 euros por m2). A Área Metropolitana de Lisboa apresentou o maior crescimento (9,9%), sendo que o menor ocorreu na Região Autónoma da Madeira (0,3%). Comparativamente com o mês anterior, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento (1,5%) tendo-se verificado a descida mais acentuada no Algarve (-0,8%). Comparando com outubro, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 80,4% das avaliações, atingiram os 901 euros por m2 (mais 46 euros), 919 euros por m2 (mais 33 euros) e 996 euros por m2 (mais 27 euros)”, adianta o instituto.

Numa análise por regiões, a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país: 37%, 32% e 2%, respetivamente. Já a região da Beira Baixa foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-42%). 

O INE revela que para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de novembro foram consideradas 27.243 avaliações bancárias, mais 8,2% que no mesmo período do ano anterior. Destas, 17.314 foram de apartamentos e 9.929 de moradias. Em termos mensais, ou seja, face a outubro, foram consideradas mais 2.601 avaliações bancárias, o que corresponde a um aumento de 10,6%.