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Créditos em moratória com nova descida e atingem 39,3 mil milhões de euros

Empréstimos à habitação em moratória diminuíram 1,6 mil milhões de euros e explica a descida dos dos créditos em moratória concedidos a particulares.

Imagem de Bryanbeedit por Pixabay
Imagem de Bryanbeedit por Pixabay
Autor: Redação

O montante de créditos em moratória voltou a descer em abril atingindo os 39,3 mil milhões de euros, um valor 3,6 mil milhões menor do que o registado no final de março. Este é o sétimo mês consecutivo que se verifica uma descida deste montante, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira (dia 31 de maio de 2021).

Por detrás da redução do montante de empréstimos em moratória está a descida de dois tipos de empréstimos: os concedidos a particulares que diminuíram 2 mil milhões de euros, e os concedidos a sociedades financeiras que reduziram 1,4 mil milhões.

Em comunicado, o BdP dá nota que “a evolução dos empréstimos em moratória concedidos a particulares é maioritariamente explicada pelos empréstimos com a finalidade habitação, que diminuíram 1,6 mil milhões de euros, refletindo sobretudo o término da moratória privada”.

Banco de Portugal
Banco de Portugal
De acordo com o BdP, contabilizaram-se 294.700 devedores com moratória de crédito à habitação, dos quais 86 mil aderiram à moratória privada e 208.700 à moratória pública. Enquanto as moratórias as privadas terminaram a 31 de março, as públicas deverão terminar a 30 de setembro, regra geral.

Embora o fim das moratórias tenha sido associado a um  cenário de incumprimento devido à situação delicada que a economia portuguesa atravessa, João Leão, ministro de Estado e das Finanças, rejeitou o “dramatismo” associado, isto porque há indicadores que sustentam a hipótese de haver uma “forte recuperação da economia" nos próximos meses.

Ainda assim, o vai estar em discussão no Parlamento – na especialidade - uma proposta do PCP para prolongar esta solução por mais seis meses. Mas note-se que a Autoridade Bancária Europeia não se mostrou disponível para prorrogar o enquadramento que permite que as moratórias não pesem na banca, segundo o Jornal de Negócios.