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Por que é que os créditos à habitação estão tão baratos?

Apesar da pandemia, os empréstimos para a compra de casa continuam com preços baixos. Especialistas do idealista/créditohabitação explicam porquê.

Por que é que os créditos à habitação estão tão baratos?
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Autor: Redação

Apesar da pandemia e das dificuldades económicas pelas quais muitas pessoas estão a passar, os créditos à habitação continuam com preços baixos. Mas por que é que isto acontece? Não seria de esperar que o contexto atual impulsionasse uma subida dos valores? Existem vários fatores que explicam esta situação e que nos podem ajudar a prever que este cenário, muito provavelmente, se manterá estável - pelo menos até final do ano -, tal como esclarecem os especialistas do idealista/créditohabitação.

Requisitos exigentes face ao perfil do cliente 

O primeiro fator a ter em conta e que explica por que é que os créditos à habitação estão tão baratos é que, apesar de estarem baratos, não se concedem a toda a gente. No caso do crédito à habitação, o banco deve realizar um estudo da viabilidade do empréstimo antes de concedê-lo. Quer isto dizer que o banco assegura que a pessoa a quem vai emprestar o dinheiro vai ser capaz de devolvê-lo e que, além de o devolver, vai fazê-lo sem atrasos e sem causar problemas à entidade bancária.

Desta forma, apesar dos créditos à habitação estarem baratos, isto não significa que as entidades venham a conceder um empréstimo a qualquer pessoa, uma vez que, desde a última crise financeira, os bancos tornaram-se mais exigentes relativamente ao perfil do cliente. Por outras palavras, mesmo que os empréstimos para compra de casa estejam baratos, estes só se concedem a pessoas com um determinado perfil financeiro: mais de 10% do preço do imóvel poupado, uma situação profissional estável, etc..

Condições de concessão do crédito à habitação

O segundo fator que explica o nível de preços atual dos empréstimos está naquilo que se denomina de “venda cruzada”. Para se poder aceder a um crédito à habitação barato é necessário cumprir vários requisitos associados ao consumo de outros produtos que nos oferece a entidade bancária. Por exemplo, para aceder a um determinado crédito à habitação, o banco pode requerer que domiciliemos o salário numa conta do próprio banco, contratar um cartão de crédito, ter uma utilização mínima do referido cartão, contratar os seguros do crédito por intermédio do banco, etc..

Desta forma, apesar do empréstimo para a casa ser barato, conta com várias despesas adicionais, que apesar de serem independentes e opcionais, estão associadas à concessão do crédito à habitação com determinadas condições. Por esse motivo, é importante comparar créditos à habitação e calcular quanto dinheiro vamos poupar ao contratar determinada solução em detrimento de outra, e fazê-lo tendo em conta todas as condições associadas a cada uma delas.

Créditos à habitação baratos graças à Euribor

Finalmente, o outro fator que explica o porquê dos créditos à habitação estarem tão baratos é a Euribor, que durante 2021 se manteve abaixo dos -0,40%. Este fator afeta diretamente os créditos à habitação com taxa variável, que estão mais baratos em consequência desta situação.

No caso dos empréstimos com taxa fixa, os bancos também beneficiaram com custos de financiamento baixos, o que lhes permitiu oferecer taxas de juro fixas a 30 anos abaixo dos 2%. A comparativa entre as taxas fixas e variáveis faz com que as primeiras se mantenham baratas ou venham a baixar, à custa das margens dos bancos, de modo que possam competir entre elas.

Até quando se manterá esta situação?

Esta situação não tem que se manter necessariamente estável no tempo. Neste sentido, o principal elemento que parece ser determinante para a subida dos preços é a Euribor, que, quando subir, fará com que os créditos à habitação fiquem mais caros.

Não obstante, também devemos ter em conta que, até que a Euribor suba, os preços continuarão estáveis. Neste sentido, e segundo os especialistas do idealista/créditohabitação, o mais provável é que esta situação se mantenha estável até final do ano, já que o Banco Central Europeu (BCE) está a apostar numa política monetária que favoreça a concessão de crédito na zona euro.

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