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Juros no crédito à habitação voltam a descer em junho - e atingem novo mínimo

Em junho, taxa de juro atingiu os 0,811%, menos 0,9 pontos base do que em maio, diz o INE.

Taxa de juro no crédito à habitação em baixa
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Autor: Redação

Já não é de agora que a taxa de juro implícita no conjunto dos créditos à habitação tem assumido uma rota decrescente. Esta tendência tem sido verificada desde setembro de 2020 e em junho deste ano atingiu um novo mínimo: 0,811%, um valor inferior em 0,9 pontos base (p.b.) ao registado no mês anterior.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, pelo contrário, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 0,677% em maio para 0,693% em junho. Esta foi a primeira subida registada desde agosto passado, revela o relatório conhecido esta terça-feira, dia 20 de julho de 2021.

Para o destino de financiamento aquisição de habitação - aquele que o INE considera “o mais relevante no conjunto do crédito à habitação” -, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,828% (-1,0 p.b. face a maio). Já nos contratos celebrados nos últimos três meses com este propósito, a taxa de juro aumentou pelo segundo mês consecutivo, fixando-se em 0,686% (0,671% no mês anterior).

A prestação média também subiu em junho – em concreto mais três euros que em maio, fixando-se nos 235 euros. Deste valor, 38 euros (16%) correspondem a pagamento de juros e 197 euros (84%) a capital amortizado, detalha o INE. Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu mais: em junho situou-se nos 292 euros, mais 12 euros que em maio.

Também o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 451 euros face ao mês anterior, fixando-se em 56 462 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 114 865 euros, mais 510 euros que em maio.