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as hipóteses de ser criado em portugal um enquadramento legal que, tal como acontece em espanha, permita que a entrega de um imóvel seja suficiente para saldar as dívidas ao banco parecem estar cada vez mais próximas.
a vice-presidente da associação portuguesa de consumidores e utilizadores de produtos e serviços financeiros considerou “extremamente insuficiente” a proposta da banca que admite aceitar a entrega da casa como maneira de saldar as dívidas de um crédito à habitaçãopara leonor coutinho, esta proposta
a decisão do tribunal de portalegre de permitir que a entrega de uma casa fosse suficiente para saldar a dívida à banca na sequência de incumprimentos com o crédito à habitação pode mudar o panorama imobiliário em portugal.
desde a falência da lehman brothers, período que coincidiu também com o pico das taxas euribor no final de 2008, as famílias viram os seus encargos com o crédito à habitação baixar consideravelmente.
o partido socialista quer criar um fundo que possa apoiar quem não consegue pagar a prestação da casa por se encontrar desempregado e vai mais longe propondo também que se liquidem as dívidas de famílias que entregam a casa aos bancos, ainda que mediante algumas condiçõesa proposta assinada pelo ps
a banca está a aproveitar os casos de divórcio para renegociar o contrato do crédito à habitação com os portugueses que se separam, subindo deste modo o spread cobrado.
este pode ser, para muitas famílias, um balão de oxigénio. as taxas euribor, principais indexantes no cálculo da prestação da casa, não param de cair, deixando antever que a mensalidade a pagar ao banco pelo empréstimo concedido para a compra de casa vai continuar a baixar.
pela primeira vez no último ano – desde março de 2011 -, os bancos aumentaram a carteira total de crédito à habitação, pelo que, em fevereiro, os novos empréstimos ultrapassaram o montante de amortizações.
boas notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. segundo o jornal de negócios (jdn), a prestação vai descer 7% nos financiamentos com taxas variáveis de seis em seis meses, e pela segunda vez nos contratos de mais curto prazo.
o crédito malparado voltou a aumentar em janeiro, com o incumprimento das empresas a chegar aos 7.621 milhões de euros, mais 53% que no mesmo mês do ano passado (4.958 milhões de euros). o sector que mais contribuiu para este aumento foi a construção, que pesa 40% do total do crédito mal parado.
todos os créditos à habitação revistos em março vão sentir as descidas na prestação mensal, devido à queda das taxas euribor, algo que não acontecia desde abril de 2010. na maioria dos créditos a poupança mensal será de 25 euros.
fonte: inea taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 2,707% em janeiro, diminuindo 0,007% face a dezembro. já a prestação média vencida manteve-se em 295 euros.
o millennium bcp lançou uma campanha que visa encorajar as pessoas a amortizar antecipadamente o crédito à habitação, eliminando as penalizações e oferecendo um bónus sobre o capital amortizado.
os bancos esperam manter este ano a tendência crescente de aumentar os “spreads” e conceder menos crédito às famílias, nomeadamente no que diz respeito à habitação.
a associação dos consumidores de produtos financeiros sefin vai interpor uma acção judicial para exigir aos bancos que devolvam as prestações de crédito à habitação cobradas indevidamente até 2006 com a aplicação abusiva do arredondamento das taxas de juro.
as taxas euribor, que servem de referência ao crédito à habitação, têm vindo a descer, tendo começado a cair no último trimestre do ano passado, na sequência dos dois cortes nas taxas de juro realizadas pelo banco central europeu – passou de 1,5 para 1,25% e, em dezembro, para um ponto percentual.
a venda de casas em leilão é cada vez mais uma estratégia usada pelos bancos para de desfazerem dos imóveis que têm em sotck. mas nem os leilões parecem estar a escapar à crise.
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