Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Como o plano para salvar a CGD será pago pelos clientes

Autor: Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) continua na ordem do dia. Agora ficou a saber-se que o plano para tentar salvar o banco público - que será levado a cabo pela nova administração liderada por Paulo Macedo nos próximos quatro anos - irá ser suportado também pelos clientes, por duas vias: as poupanças vão render menos e créditos ficam mais caros.

Quem tem poupanças na Caixa Geral de Depósitos, verá o rendimento cair de 0,6% para 0,2%; e quem precisar de crédito, vai pagar mais, segundo avança o Jornal de Negócios, dando nota de que, no conjunto, as duas medidas devem render mais de 400 milhões de euros até 2020.

Com base no pressuposto de que as taxas de juro vão manter-se negativas ou, quando muito, de que não sobem além dos 0%, o plano prevè que a esmagadora maioria deste "bolo" - 275 milhões - venha dos juros pagos nos depósitos. 

Por outro lado, tal como indica o diário, a CGD pretende gastar menos 100 milhões de euros com a remuneração de títulos, apesar da dívida a emitir por causa da recapitalização, de forma a atingir os 150 milhões.

O banco público quer ainda encaixar 30 milhões de euros adicionais, cobrando juros mais elevados nos créditos e, por outro lado, prepara-se para aumentar as comissões em alguns serviços prestados tanto aos clientes da Caixa, como da seguradora Fidelidade.

De forma geral, o diário, diz que é, sobretudo, no corte de custos que assenta o plano que vai pôr a CGD a dar lucro. Além de gastos de pessoal e fornecedores, banco continuará a reduzir a remuneração dos depósitos. Este ano, perdas chegam a 3.000 milhões. Em 2020, lucro deve ser de 670 milhões.