Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

CGD aprova aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros

Wikimedia commons
Wikimedia commons
Autor: Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) confirmou esta segunda-feira (dia 20) a decisão de avançar com o aumento de capital no valor de 2,5 mil milhões de euros. Trata-se de uma operação que está inserida no plano de recapitalização no valor global de 3,9 mil milhões de euros, que foi aprovado por Bruxelas no início de março.

“A CGD informa que, por deliberação social unânime por escrito de 17 de março de 2017, o acionista único da CGD (Estado Português) decidiu proceder ao aumento do capital social da CGD no montante de €2.500.000.000, mediante a emissão de 500.000.000 novas ações ordinárias de valor nominal de €5,00 cada”, refere o banco em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a entidade liderada por Paulo Macedo, “este aumento de capital será subscrito e realizado pelo referido acionista no dia da liquidação da emissão das obrigações subordinadas ‘additional tier 1’ no montante de €500.000.000”.

Entretanto, e num outro comunicado enviado à CMVM, a CGD esclarece que os investidores institucionais vão assumir a compra de 500 milhões de euros em obrigações subordinadas perpétuas.

“Na sequência do recente acordo da Comissão Europeia (DG Comp) para a concretização da segunda fase do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, SA (CGD), terão lugar na próxima semana um conjunto de apresentações (roadshow) junto de investidores institucionais, em Lisboa, Londres e Paris”, lê-se no documento.

Após o referido roadshow será anunciada em mercado a emissão de 500 milhões de euros de valores mobiliários representativos de fundos próprios adicionais de nível 1 (Additional Tier 1) (“Valores Mobiliários”) e registadas as ordens de compra dos investidores em processo de book building, que permitirá apurar o montante subscrito por cada um deles. A emissão e liquidação financeira dos Valores Mobiliários por parte dos investidores ocorrerá na semana seguinte, coincidindo com a data de realização do aumento de capital em dinheiro no valor de 2.500M€ por parte do Estado. Estas duas operações são interdependentes porquanto a não realização de uma delas implica que a outra não se realize”, explica a entidade.

Neste documento, também enviado à CMVM, o banco explica tudo – num guia com 11 perguntas e respostas – sobre o processo da emissão de dívida a investidores institucionais.