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Portugal escapa a sanções de Bruxelas, com défice a recuar para 2%

Autor: Redação

Contra as expetativas de muitos, nomeadamente a OCDE, Portugal conseguiu reduzir o défice público em 2016, tendo recuado para os 2,0%, valor abaixo do limite dos 3,0% imposto por Bruxelas. Desta forma, o país cumpre uma condição essencial para a saída do Procedimento por Défices Excessivos. Por outro lado, o peso da dívida pública continua em alta, representando 130,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e sendo a terceira maior da UE.

No ano passado, tal como escreve a Lusa, nove Estados-membros registaram excedentes orçamentais: Luxemburgo (1,6%), Malta (1,0%), Suécia (0,9%), Alemanha (0,8%), Grécia (0,7%), República Checa (0,6%), Chipre e Holanda (0,4% cada) e a Estónia e a Lituânia (0,3% cada).

Os menores défices públicos registaram-se na Irlanda (0,6%), na Croácia (0,8%) e na Dinamarca (0,9%), enquanto a Espanha (4,5%), a França (3,4%) e o Reino Unido e a Roménia (3,0% cada) apresentaram um défice superior ao limite de 3,0% fixado pela Comissão Europeia.

No total da zona euro, em 2016 o défice público baixou para 1,5% do PIB e o da UE para 1,7%, face, respetivamente, aos 2,1% e 2,4% de 2015, de acordo com os mais recentes dados do Eurostat. Já a dívida pública diminuiu de 90,3% para os 89,2% do PIB na zona euro e de 84,9% para os 83,5% na UE.